TCE-SP investiga suspeita de vínculo entre vencedores da licitação de ônibus em Campinas
Tribunal de Contas apura indícios de conluio entre empresas em certame de R$ 11,8 bilhões.

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo iniciou a análise técnica de documentos para investigar suspeitas de conluio na licitação de R$ 11,8 bilhões do transporte de Campinas. O órgão apura se empresas vencedoras possuem vínculos societários ocultos que comprometeram a concorrência.
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) deu início, nesta terça-feira (19), a uma rigorosa auditoria nos documentos da licitação do transporte coletivo de Campinas. A etapa ocorre após o órgão suspender a homologação do contrato, orçado em R$ 11,8 bilhões, devido a suspeitas de irregularidades no processo competitivo. O foco da investigação técnica recai sobre a possibilidade de colusão entre as empresas participantes do leilão.
A análise concentra-se em indícios de que as companhias vencedoras — a Sancetur e o Consórcio Grande Campinas — possuam laços societários e administrativos cruzados. O conselheiro Dimas Ramalho enviou o material para departamentos jurídicos e técnicos do TCE, que buscam identificar se havia um "núcleo de decisão comum" por trás das propostas apresentadas. Suspeita-se que a autonomia das concorrentes tenha sido comprometida por compartilhamento de endereços, sócios e gestores.
Do lado da gestão municipal, a Prefeitura de Campinas defende a legalidade do certame, afirmando que realizou diversas diligências para atestar a capacidade financeira e técnica das empresas. Embora o Executivo tenha oficializado a habilitação das vencedoras nesta semana, o processo segue travado até o parecer final do Tribunal. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o resultado da disputa, que prevê a concessão do serviço por até 20 anos, poderá ser anulado.






