Notícias

Suspeito de homicídio foge de fórum no Acre após pedir para ir ao banheiro durante audiência

Carlos Daniel Gonçalves, investigado por homicídio e tráfico, fugiu do Fórum de Mâncio Lima ao pedir para usar o banheiro; buscas continuam.

Por
Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 00:003 min
Suspeito de homicídio foge de fórum no Acre após pedir para ir ao banheiro durante audiência
Foto: Reprodução
Compartilhar

Fuga inusitada ocorre durante audiência de custódia em Mâncio Lima, Acre. Suspeito de homicídio e tráfico, Carlos Daniel Gonçalves pediu para usar o banheiro e fugiu correndo do fórum, permanecendo foragido. Autoridades investigam falhas na segurança.

Uma situação inusitada e alarmante mobiliza as forças de segurança no interior do Acre desde a manhã da última terça-feira (26). Carlos Daniel Gonçalves, suspeito de envolvimento em um homicídio ocorrido na virada do ano, protagonizou uma fuga audaciosa do Fórum da Comarca de Mâncio Lima. O episódio ocorreu durante uma audiência de custódia, momento em que o custodiado solicitou permissão para utilizar o banheiro das dependências judiciárias e, aproveitando-se de uma brecha na vigilância, evadiu-se do local correndo, sem que os agentes conseguissem contê-lo de imediato.

De acordo com as informações fornecidas pelo delegado José Obetânio dos Santos à imprensa local, a Polícia Civil realizou o transporte do detento até o fórum e o entregou aos cuidados da guarnição responsável pela segurança interna do Poder Judiciário. A fuga aconteceu em uma janela de tempo crítica: logo após a entrega do preso, a equipe policial que o escoltou partiu para dar cumprimento a outro mandado de prisão. Imagens de câmeras de segurança e registros que circulam em redes sociais capturaram o momento exato da fuga, mostrando o suspeito em disparada por uma via pública, seguido por um policial que tentava alcançá-lo a pé. Em um desdobramento das imagens, nota-se que um veículo civil parou para oferecer carona a outro agente na tentativa de acelerar a perseguição, mas os esforços foram infrutíferos e o paradeiro de Gonçalves permanece desconhecido.

O histórico criminal de Carlos Daniel Gonçalves é extenso e reforça o grau de periculosidade apontado pelas autoridades policiais da região. Com passagens por tráfico de drogas, roubos majorados e homicídios, ele é descrito pelo delegado Obetânio como um indivíduo de altíssima periculosidade e reincidente crônico. O crime que motivou sua prisão atual ocorreu em 31 de dezembro do ano passado, quando Carlos César de Souza da Silva, de 24 anos, foi assassinado dentro de sua própria residência. Na ocasião, três homens encapuzados invadiram o imóvel simulando uma operação policial e executaram a vítima na presença de sua família. Vale destacar que Gonçalves já havia sido preso em fevereiro por tráfico, mas na ocasião obteve liberdade provisória mediante o uso de tornozeleira eletrônica, o que não o impediu de continuar envolvido em atividades ilícitas.

Este caso ganha camadas extras de complexidade ao analisar o perfil da vítima, Carlos César de Souza da Silva. O jovem assassinado no réveillon também possuía antecedentes criminais significativos. Apenas um mês antes de ser morto, em novembro, ele havia sido detido por assassinar o próprio primo, Claudemir Cruz Vieira, em uma disputa banal motivada pela divisão de carne de tatu. Carlos César aguardava o processo por este crime em liberdade quando sofreu o atentado fatal em sua casa. A sequência de crimes violentos e vinganças interpessoais traça um cenário preocupante sobre a segurança pública e o ciclo de violência que atinge Mâncio Lima e municípios adjacentes, evidenciando a ousadia de grupos criminosos que operam na região.

Diante da gravidade da fuga institucional, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC) manifestou que abrirá uma análise detalhada dos procedimentos de segurança adotados no fórum para identificar possíveis falhas no protocolo de custódia. Enquanto isso, as polícias Civil e Militar mantêm buscas intensas na tentativa de localizar Carlos Daniel. A fuga expõe a fragilidade dos sistemas de contenção em comarcas do interior, onde o baixo efetivo e a logística de transporte de presos frequentemente criam oportunidades para evasões. Para a população local, a sensação de insegurança é ampliada pela notícia de que um indivíduo confessamente violento e articulado no crime organizado local circula livremente após escapar de um ambiente que deveria ser de máxima vigilância.

#fuga#Acre#Mâncio Lima#homicídio#segurança pública#polícia civil#justiça#crime organizado

Leia também