Lula confirma recursos do Novo PAC para reconstrução histórica da BR-364 no Acre
Presidente garante repasses por meio do Novo PAC para recuperar trechos críticos e evitar isolamento logístico no Acre.

O presidente Lula garantiu a continuidade dos investimentos na BR-364 através do Novo PAC, focando na reconstrução de trechos críticos no Acre. Com investimentos que superam R$ 120 milhões apenas em manutenção recente, o governo busca acabar com o isolamento do estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Governo Federal com a restauração da infraestrutura rodoviária na região Norte, colocando a BR-364 como uma das prioridades estratégicas dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em declarações recentes concedidas à Rede Amazônica durante agenda oficial no estado do Amazonas, o chefe do Executivo garantiu que não faltarão aportes financeiros para a recuperação da via, que é considerada a principal artéria logística do estado do Acre. A rodovia enfrenta um histórico de degradação severa, agravado por condições climáticas extremas e solo instável, o que tem impactado diretamente o escoamento de produtos e a mobilidade da população local.
A situação da BR-364 é crítica há anos, com diversos trechos apresentando crateras, erosões e afundamento de pista, o que levou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a decretar estado de emergência em pontos específicos. Lula destacou que, ao assumir a gestão em 2023, encontrou a rodovia em um estado de quase destruição. O governo defende que, embora já tenham ocorrido intervenções emergenciais que melhoraram a trafegabilidade em relação ao cenário deixado pela gestão anterior, a extensão total da obra exige um planejamento robusto para garantir a perenidade da via. O foco agora se volta para a reconstrução completa de trechos onde o simples tapa-buraco já não é mais suficiente para suportar a carga de veículos pesados.
Entre os detalhes técnicos das operações em curso, destaca-se o resultado de um pregão eletrônico concluído pelo DNIT em março deste ano. O Consórcio EMT-Colorado II foi selecionado para gerir a manutenção de aproximadamente 80 quilômetros da rodovia, com um investimento homologado na casa dos R$ 121,5 milhões. As frentes de trabalho devem atuar em regiões estratégicas, como na fronteira com o Peru e no Vale do Juruá, abrangendo municípios como Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves. Além disso, uma obra de reconstrução iniciada nas proximidades do Aeroporto de Rio Branco já apresenta avanços significativos, com a implementação de camadas de macadame e a previsão de entrega de novas rotatórias e sistemas de drenagem até o início de agosto.
Para o leitor brasileiro, especialmente o que vive nas regiões isoladas do Acre, a BR-364 representa mais do que apenas asfalto; ela é o único elo terrestre confiável com o restante do país. O governo federal sinaliza que a inclusão no Novo PAC blinda os recursos contra cortes orçamentários comuns em outras áreas. No trecho localizado entre as cidades de Sena Madureira e Manoel Urbano, novas licitações para mais de 100 quilômetros já estão em andamento. Já na área considerada mais problemática — entre Manoel Urbano e Feijó — quatro frentes de trabalho foram mobilizadas simultaneamente para acelerar o processo de reconstrução, visando entregar condições seguras de rodagem ainda no segundo semestre deste ano, antes do início do rigoroso período de chuvas na Amazônia.
O desdobramento desses investimentos deve gerar um impacto direto na economia regional, reduzindo custos de frete e facilitando o acesso a serviços essenciais, como saúde e educação. O ministro dos Transportes tem sido demandado diretamente pelo Palácio do Planalto para que o cronograma não sofra interrupções. Além dos trechos já em obra, o planejamento do DNIT prevê intervenções de recapeamento total até a entrada de Cruzeiro do Sul. A expectativa é que, com a continuidade dos repasses que superam os R$ 800 milhões no total acumulado do programa de reconstrução histórica, o estado do Acre consiga extinguir definitivamente o fantasma do isolamento terrestre que assombra a região há décadas.





