Suspeito de hackeamento ligado ao Banco Master é trazido ao Brasil após prisão em Dubai
Investigado pela Operação Compliance Zero foi deportado dos Emirados Árabes e passará por audiência de custódia.

Suspeito de integrar grupo hacker vinculado a Daniel Vorcaro foi detido em Dubai e deportado para o Brasil. A defesa contesta a acusação de fuga e reclama de falta de acesso às provas.
Victor Lima Sedlmaier, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos neste sábado (16) após ser detido em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A prisão ocorreu por meio de uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Interpol, uma vez que o suspeito era considerado alvo da sexta fase da investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Sedlmaier é apontado como integrante de um grupo especializado em crimes cibernéticos que atuaria em favor de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
As investigações sugerem que o detido colaborava com David Henrique Alves, liderança do grupo conhecido como "Os Meninos", focado em invasões telemáticas e monitoramento ilegal. Segundo a PF, Sedlmaier teria agido para "limpar" provas em um imóvel ligado ao esquema logo após fases anteriores da operação. Além disso, pesa contra ele a suspeita de uso de documentos falsos, com evidências encontradas em abordagens policiais que vinculam sua imagem a identidades de terceiros durante deslocamentos suspeitos.
De acordo com os procedimentos legais, o investigado foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo e deverá passar por audiência de custódia neste domingo (17). Enquanto isso, as autoridades continuam as buscas por David Henrique Alves, que permanece na condição de foragido. O caso segue sob sigilo e relatoria do STF, com foco na desarticulação do núcleo de inteligência e ataques digitais ligado ao conglomerado financeiro citado nos autos.
Em contrapartida, os advogados de Sedlmaier contestam a classificação de "foragido", alegando que o cliente deixou o Brasil de maneira regular, portando passaporte oficial e sem restrições vigentes no momento do embarque. A defesa também denuncia a falta de acesso integral aos autos do processo, afirmando que o cerceamento de informações prejudica o exercício do contraditório. Os representantes afirmam que as atividades de Victor se limitavam a suporte técnico e desenvolvimento de softwares, negando qualquer envolvimento em práticas criminosas.






