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Soldado Sampaio domina estreia do horário eleitoral em Roraima sob liminares judiciais contra rivais

Candidato do Republicanos focou em segurança e saúde, enquanto adversários do PL e PT tiveram exibições suspensas pela Justiça Eleitoral por problemas no prazo de afastamento de cargos públicos.

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Redação 360 Notícia
3 de junho de 2026 às 17:003 min
Soldado Sampaio domina estreia do horário eleitoral em Roraima sob liminares judiciais contra rivais
Foto: Reprodução
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A estreia do horário eleitoral em Roraima foi marcada pelo isolamento de Soldado Sampaio na TV, enquanto adversários Arthur Henrique e Antônia Pedrosa seguem barrados pela Justiça. Com promessas de reformar hospitais e reduzir a violência, Sampaio tenta consolidar sua liderança em meio a uma crise jurídica.

O cenário político de Roraima entrou em uma nova e decisiva fase nesta quarta-feira (3) com o início do horário eleitoral gratuito na televisão. O atual governador interino e candidato ao pleito suplementar, Soldado Sampaio (Republicanos), foi o protagonista isolado da estreia, utilizando seu tempo de antena para consolidar sua imagem perante o eleitorado. Em sua primeira peça publicitária, Sampaio focou em promessas voltadas à segurança pública e à infraestrutura de saúde, temas sensíveis no estado, enquanto seus principais adversários enfrentam severos entraves jurídicos que os impediram de levar suas mensagens ao ar neste primeiro momento.

A eleição suplementar em curso é fruto de uma crise institucional que atingiu o Poder Executivo estadual. O ex-governador Edilson Damião (União Brasil) teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em abril de 2026, o que gerou a vacância do cargo e a necessidade de um novo processo democrático direto. Como presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio assumiu a chefia do governo interinamente e agora busca a permanência no posto por meio do voto popular. No programa televisivo, que durou pouco mais de quatro minutos, o candidato relembrou sua trajetória profissional e política, tentando criar um vínculo de confiança com o cidadão roraimense ao destacar sua experiência no legislativo e as ações imediatas tomadas no primeiro mês de gestão temporária.

Entre as propostas apresentadas, Sampaio deu ênfase ao combate à violência doméstica e à proteção da infância. O candidato utilizou a nomeação de mulheres para cargos estratégicos na cúpula da segurança pública como um cartão de visitas de sua gestão interina, afirmando que a competência feminina no comando das forças policiais será a chave para reduzir os índices de criminalidade contra esses grupos vulneráveis. Além do setor de segurança, o plano de governo exposto na TV contemplou a interiorização da saúde, com a promessa de reforma de unidades hospitalares em municípios como Mucajaí e Uiramutã. O setor agrícola e a geração de empregos também foram citados, além de uma menção estratégica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando atrair o eleitorado conservador que possui forte presença no estado.

Enquanto Sampaio ocupava as telas, o tempo que seria destinado aos candidatos Arthur Henrique (PL) e Antônia Pedrosa (PT) foi preenchido apenas por mensagens informativas sobre a legislação eleitoral. Ambos tiveram suas campanhas suspensas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), atendendo a um pedido da coligação "Roraima Segue em Frente". O imbróglio jurídico gira em torno dos prazos de desincompatibilização — o período em que um ocupante de cargo público deve se afastar para concorrer a outra função. Inicialmente, uma norma local permitia o afastamento em até 24 horas após as convenções, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), através de decisão do ministro Flávio Dino, derrubou essa regra, exigindo o cumprimento dos prazos previstos na Lei de Inelegibilidade nacional, que variam de três a seis meses.

A desqualificação provisória de Arthur Henrique e Antônia Pedrosa gera uma reviravolta nas estratégias partidárias às vésperas da votação, marcada para o dia 21 de junho. A defesa de Arthur Henrique já manifestou que irá recorrer das decisões, mantendo a candidatura sob júdice. Já o Partido dos Trabalhadores optou por uma via de substituição, indicando a socióloga Nelita Frank para o lugar de Antonia, na tentativa de sanar a irregularidade apontada pela Justiça Eleitoral. Para o eleitor roraimense, o período de incerteza jurídica adiciona uma camada de complexidade à escolha do novo governante, enquanto os próximos dias serão marcados por intensas batalhas nos tribunais e pelas tentativas dos candidatos barrados de reestabelecerem suas propagandas no rádio e na televisão.

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