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Ser grato é como encher a alma de ar novo: renova, acalma e devolve sentido à vida.

Ser grato é como encher a alma de ar novo: renova, acalma e devolve sentido à vida.

16 de fevereiro de 2026 às 13:412 min
Ser grato é como encher a alma de ar novo: renova, acalma e devolve sentido à vida.
Foto: Reprodução
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Ser grato é como encher a alma de ar novo: renova, acalma e devolve sentido à vida.

Sou grato a Deus Jeová por me permitir esse milagre diário: abrir os olhos a cada manhã, contemplar o sol, os céus azuis que se renovam, sentir o vento que acaricia meu rosto — mesmo quando o cansaço pesa e os olhos se turvam diante da aspereza dos dias.

Sou grato pelo alimento que me fortalece, revigora e sustenta. Mas acima de tudo, sou grato pela sabedoria que Ele me concede — sabedoria da vida, para a vida e sobre a vida. Sua palavra é meu farol nas noites escuras do oceano que às vezes se agita dentro de mim. E por essa luz, sei para onde apontar a proa da minha existência.

Agradeço pela sensatez nas decisões e pela coragem que me impulsiona. Agradeço por dormir esgotado e acordar renovado, com esperança, certo de que Ele me ajudará a enfrentar os infortúnios — como sempre fez, de formas que jamais imaginei.

Não posso deixar de agradecer pelos amigos leais e fiéis, que fazem meu coração cantar, meus olhos brilharem como estrelas e meu corpo dançar quando estamos juntos. Sou grato pelos abraços que nos reiniciam, recarregam nossas energias e, nesse gesto divino, revelam o quanto somos amados e valorizados.

E minha família — irmãos, tia, sobrinhos, primos, cunhada — são a razão de todos esses sentimentos. Eles são a soma dos meus afetos, a origem do que há de mais belo e honroso em mim. São a formação do meu caráter, o timbre do meu coração moldado pelo amor, pela lealdade, pela alegria e pela persistência em ser alguém melhor — por eles e para eles.

Por tudo o que vivi — a descoberta do câncer, a luta incansável e, ao mesmo tempo, a serenidade que só Jeová poderia me conceder, guiando as mãos certas, as pessoas certas, no momento certo — e, por fim, a cirurgia, a recuperação, a cura e a vigilância constante do tratamento.

A chave de tudo isso está no Deus que sirvo, que me molda diariamente, ano após ano, no que preciso ser. Já disse algumas vezes, e até escrevi:

"Gratidão é quando o coração tem memórias. E o meu tem."

Antonio Marcos de Souza – Alagoa24h – São Miguel dos Campos, 11 de outubro de 2025. Atualizado em 17 de dezembro de 2025

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