Saúde de Nobel da Paz iraniana se agrava e ativista ganha liberdade condicional para tratamento
Grave deterioração cardíaca leva à suspensão temporária da prisão para tratamento especializado em Teerã.

A saúde da ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, sofreu nova deterioração grave. Após meses de apelos, ela obteve suspensão da pena para receber cuidados médicos especializados.
A ativista Narges Mohammadi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz e símbolo da resistência pelos direitos femininos no Irã, enfrenta um quadro clínico alarmante. Segundo comunicados recentes de sua fundação, a saúde da ativista sofreu um declínio acentuado, com complicações severas nos sistemas cardíaco e nervoso. Os problemas de saúde, acumulados durante décadas de detenção, agravaram-se após episódios de perda de consciência, exigindo intervenções médicas urgentes e monitoramento contínuo de sua pressão arterial.
Recentemente, Mohammadi obteve uma suspensão temporária e condicional de sua pena sob pagamento de fiança, o que permitiu seu encaminhamento a uma unidade hospitalar. A decisão foi respaldada por médicos legistas governamentais, que reconheceram a impossibilidade de tratar suas enfermidades múltiplas dentro do sistema carcerário. No entanto, sua família e defensores alertam que o tempo de liberdade é incerto e que ela necessita de atenção especializada permanente para sobreviver a condições como sequelas de um infarto e coágulos pulmonares.
Enquanto aguarda o tratamento supervisionado por sua própria equipe médica em Teerã, a comunidade internacional e o Comitê do Nobel mantêm a pressão sobre o regime iraniano. O clamor atual não é apenas pelo tratamento temporário, mas pela anulação total das acusações e pela libertação incondicional da ativista. Aos 53 anos, Mohammadi ainda possui quase duas décadas de sentença a cumprir, herança de sua luta persistente contra a pena de morte e em favor das liberdades fundamentais no país.






