São Paulo paralisa obras da Sabesp para revisão de segurança após tragédia no Jaguaré
Medida preventiva visa revisar protocolos de segurança após acidente fatal no Jaguaré; famílias atingidas terão auxílio financeiro e habitação.

Após a explosão fatal no Jaguaré, o governo paulista paralisou 30 obras da Sabesp para revisar protocolos de segurança. Famílias afetadas receberão auxílio financeiro e opções de moradia definitiva ou reformas.
O governo de São Paulo anunciou a suspensão imediata de mais de 30 projetos da Sabesp que envolvem escavações em todo o estado. A medida preventiva ocorre após a grave explosão registrada na última segunda-feira (11), no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital. O incidente, causado pelo rompimento de uma rede de gás durante obras de saneamento, resultou na morte de um homem, deixou feridos e comprometeu dezenas de estruturas residenciais na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II.
De acordo com o governador Tarcísio de Freitas, a paralisação é necessária para que os protocolos de segurança e a coordenação entre concessionárias de serviços subterrâneos sejam revisados. Investigações preliminares apontam que havia sinalização sobre a localização da tubulação da Comgás e a presença de técnicos no local, mas o procedimento de perfuração teria falhado. O governo estadual prometeu rigor na punição das empresas responsáveis, afirmando que as sanções previstas em contrato serão aplicadas pesadamente.
Para prover assistência às vítimas, a gestão estadual e as concessionárias confirmaram o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 5 mil para as 232 famílias impactadas. Além do apoio financeiro imediato, foi estabelecido um plano habitacional que oferece três frentes: a reforma das casas com danos leves e severos, a entrega de cartas de crédito para a compra de novos imóveis ou a opção de mudanças para unidades mobiliadas da CDHU. Cinco residências deverão ser totalmente demolidas devido ao risco estrutural.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) deu prazo até o final desta semana para que as concessionárias apresentem esclarecimentos detalhados sobre as causas do acidente. Enquanto isso, equipes da Defesa Civil continuam monitorando os imóveis que permanecem interditados. No local do desastre, o clima é de incerteza entre os moradores, que dividem-se entre o desejo de reconstruir suas vidas no bairro e o trauma causado pela magnitude da tragédia.





