Suspeita de matar cão com picareta é presa preventivamente em Porto Alegre
Justiça acata recurso do Ministério Público e determina custódia após imagens de crueldade contra animal virem à tona.

Justiça gaúcha atende recurso do Ministério Público e determina prisão de investigada por matar cachorro com picareta em Porto Alegre. Suspeita também é acusada de manter outros 35 animais em condições insalubres.
A Polícia Civil de Porto Alegre efetuou, na noite desta quarta-feira (13), a prisão preventiva de uma mulher de 32 anos investigada pela morte cruel de um cachorro. A suspeita, identificada como bombeira civil, ganhou repercussão negativa após a circulação de imagens que mostram o animal, chamado de Branquinho, sendo atingido fatalmente por golpes de picareta. O crime teria ocorrido em novembro de 2023, no bairro Aparício Borges.
A detenção ocorreu após o Tribunal de Justiça acatar um recurso do Ministério Público, que contestou decisões anteriores que mantinham a investigada em liberdade. Embora a defesa tenha tentado garantir a permanência da mulher fora da prisão, o Judiciário entendeu que o encarceramento provisório era necessário diante da gravidade dos fatos. Vale ressaltar que o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul emitiu nota esclarecendo que a suspeita não faz parte do quadro oficial da corporação estadual.
Recentemente, durante buscas na residência da investigada, as autoridades localizaram outros 35 animais vivendo em condições de extrema precariedade, sem acesso a alimento ou água limpa. O cenário de maus-tratos resultou em um flagrante anterior, mas a suspeita havia recebido liberdade provisória com a condição de não possuir novos bichos. Com a nova ordem de prisão preventiva, ela foi levada à delegacia e será transferida ao sistema penitenciário para aguardar o desenrolar do processo judicial.






