Peru define candidatos do segundo turno após apuração marcada por tensão e denúncias
Com apuração finalizada, Roberto Sánchez supera Rafael López Aliaga por margem mínima e enfrentará Keiko Fujimori em junho.

A Justiça Eleitoral do Peru confirmou Roberto Sánchez e Keiko Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais. A disputa ocorre em meio a investigações por corrupção e forte polarização política no país.
Após um longo período de incerteza e apuração minuciosa, o Peru oficializou nesta quarta-feira (13) os nomes que disputarão o segundo turno presidencial. Roberto Sánchez, representante da esquerda, garantiu sua vaga por uma margem estreitíssima de votos, superando o direitista Rafael López Aliaga. Com 99,94% das atas revisadas, o órgão eleitoral peruano (ONPE) confirmou que Sánchez enfrentará Keiko Fujimori, que já detinha uma posição consolidada na liderança da votação realizada em abril.
A definição do cenário ocorre sob um clima de forte tensão política e contestações judiciais. O partido de López Aliaga ainda tenta frear a proclamação oficial, alegando necessidade de revisões adicionais, mas especialistas indicam que o resultado atual é irreversível. O país, que atravessa uma crise institucional crônica com sucessivas trocas de mandatários desde 2016, vê-se novamente diante de uma escolha polarizada entre projetos de espectros opostos em uma eleição marcada por atrasos e críticas à organização do pleito.
No entanto, o caminho para o segundo turno, agendado para o dia 7 de junho, será marcado por questões jurídicas. Roberto Sánchez é alvo de uma investigação do Ministério Público, que solicita sua condenação por supostas irregularidades em declarações financeiras de campanhas anteriores. Enquanto o candidato nega as acusações, classificando-as como perseguição política, uma audiência no final de maio deve decidir o futuro do processo. Do outro lado, Keiko Fujimori tenta pela quarta vez alcançar a presidência, em um cenário de segurança pública fragilizado pelo crime organizado.





