Policial civil é afastado após suspeita de privilegiar irmão preso em Manaus
Agente Enoque Galvão é suspeito de facilitar acesso de terceiros e celular para o irmão, preso por crimes sexuais.

O policial Enoque Galvão foi afastado de suas funções no Amazonas por suspeita de facilitar a entrada de terceiros e de um celular na cela de seu irmão, o treinador Melqui Galvão. O caso gerou um processo administrativo na Corregedoria após vistorias na unidade prisional.
A Polícia Civil do Amazonas determinou o afastamento das atividades operacionais do agente Enoque Galvão, após suspeitas de que ele teria colaborado com irregularidades na carceragem onde seu irmão, o treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, estava detido. As investigações internas apontam que o policial teria facilitado o acesso de uma pessoa não autorizada ao local, o que teria possibilitado o uso de um telefone celular pelo custodiado para realizar videochamadas.
O caso ganhou repercussão após circularem imagens de Melqui utilizando o aparelho dentro da cela para solicitar apoio externo. Diante disso, a instituição realizou vistorias, em conjunto com o Ministério Público, constatando indícios da conduta indevida do servidor. Agora, Enoque responderá a processos administrativos disciplinares na Corregedoria-Geral da corporação para apurar sua responsabilidade no episódio.
Melqui Galvão, que também exercia a função de instrutor de defesa pessoal na própria Polícia Civil, foi preso sob graves acusações de atos libidinosos contra ex-alunas, incluindo menores de idade. Relatos colhidos pela Delegacia de Defesa da Mulher indicam que o treinador teria tentado silenciar vítimas por meio de ofertas financeiras. O inquérito segue em andamento com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas em diferentes estados do país.






