Saúde

Riscos da automedicação: os perigos do uso incorreto de fármacos no Brasil

Com metade dos fármacos usados incorretamente no mundo, especialistas reforçam os riscos de ingerir remédios sem orientação profissional.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 03:002 min
Riscos da automedicação: os perigos do uso incorreto de fármacos no Brasil
Foto: Reprodução
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O Brasil enfrenta desafios com o alto índice de automedicação, prática que gera riscos graves à saúde. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que 50% dos fármacos são utilizados de forma incorreta no mundo.

O hábito de se automedicar faz parte da rotina de muitos brasileiros, que frequentemente recorrem a indicações de conhecidos para tratar sintomas imediatos. No entanto, essa busca por um alívio rápido esconde perigos significativos, como o surgimento de reações adversas graves e interferências negativas em tratamentos que o paciente já realiza. Além desses riscos, a ingestão de fármacos sem supervisão técnica pode mascarar condições mais sérias ou agravar quadros clínicos existentes.

Dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que metade de toda a medicação comercializada ou prescrita globalmente ocorre de forma inadequada. Essa estatística reforça a urgência de debates sobre o tema, motivando a criação do Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, lembrado anualmente em 5 de maio. O objetivo da data é conscientizar a população de que um remédio utilizado incorretamente deixa de ser um instrumento de cura para se tornar uma ameaça à integridade física.

Para esclarecer as principais precauções no dia a dia, especialistas do setor farmacêutico destacam a importância de seguir rigorosamente as orientações profissionais. A farmacêutica Talita Barbosa, integrante do Conselho Federal de Farmácia, ressalta que o entendimento correto sobre horários, dosagens e possíveis interações é fundamental para garantir a eficácia do tratamento e a segurança do usuário. Consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer terapia medicamentosa continua sendo a recomendação primordial.

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