Economia

Rio Grande do Sul projeta safra histórica de noz-pecã com crescimento de 50%

Favorecido pelo clima e alta tecnologia, estado deve colher 8 mil toneladas, reforçando domínio de 90% do mercado nacional.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 13:002 min
Rio Grande do Sul projeta safra histórica de noz-pecã com crescimento de 50%
Foto: Reprodução
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O Rio Grande do Sul projeta uma colheita recorde de 8 mil toneladas de noz-pecã, impulsionada pelo clima favorável e avanços no manejo. O estado domina 90% da produção nacional e vê na exportação para a Itália uma oportunidade de crescimento.

O Rio Grande do Sul consolida sua hegemonia no cultivo de noz-pecã com a expectativa de uma colheita histórica este ano. Segundo dados da Emater/RS-Ascar, o estado, que detém 90% do mercado nacional, deve alcançar a marca de 8 mil toneladas produzidas. O volume representa um salto significativo em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas pouco mais de 5 mil toneladas da fruta.

O cenário otimista é reflexo direto de um clima favorável, marcado por chuvas regulares e períodos de sol que beneficiaram as fases de brotação e floração das nogueiras. Além das condições meteorológicas, o setor credita o sucesso ao aprimoramento do manejo técnico, que envolve adubação precisa e controle de pragas. Cidades como Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria lideram as maiores áreas de plantio no território gaúcho.

O processo de colheita, que se estende até o mês de junho, utiliza tecnologia mecanizada para garantir agilidade no campo. Após a retirada das árvores, os frutos passam por rigorosos processos de higienização e padronização. Atualmente, o mercado externo é um pilar importante para a economia da noz-pecã, tendo a Itália como o principal destino internacional da produção realizada no estado.

Especialistas projetam que a expansão da cultura continuará acelerada nos próximos anos. Com cerca de 9 mil hectares já plantados no Rio Grande do Sul, a estimativa do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan) é que a produção nacional ultrapasse as 15 mil toneladas até o final desta década. O retorno financeiro atrativo tem sido o principal motor para atrair novos investidores e ampliar as áreas de cultivo já existentes.

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