Motorista de van que matou jovem em Ipanema tinha apenas uma semana no cargo
Condutor alegou que direção travou e citou pressão por metas em depoimento à polícia sobre acidente fatal no Rio

O condutor da van que causou o acidente fatal em Ipanema afirmou à polícia que trabalhava há apenas uma semana na função e relatou falhas mecânicas constantes no veículo.
Em depoimento às autoridades, o condutor da van envolvida no atropelamento fatal de Mariana Tanaka Abdul Hak, ocorrido no último sábado (16) em Ipanema, revelou detalhes sobre sua curta experiência no cargo. O motorista declarou à Polícia Civil que estava na empresa há apenas sete dias e que aquela era a terceira vez que operava o veículo elétrico de entregas. No momento da colisão, ele transportava cerca de 180 pacotes e relatou uma carga de trabalho intensa, com a meta de realizar 150 entregas em um turno de seis horas.
O investigado afirmou que o utilitário apresentava condições precárias e que defeitos mecânicos eram temas recorrentes entre os funcionários da transportadora. Segundo sua versão, ao tentar uma manobra na Rua Visconde de Pirajá, o sistema de direção teria travado, impedindo o controle do automóvel. Ele alegou ter acionado os freios, embora não tenham sido encontrados rastros de pneus na via após o incidente, que culminou com o veículo subindo na calçada e atingindo três pedestres.
A tragédia resultou na morte de Mariana, filha de diplomatas, que não resistiu aos ferimentos após ser encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto. Outras duas pessoas feridas também receberam atendimento médico na mesma unidade. A Polícia Civil agora concentra esforços em perícias técnicas para confirmar se houve de fato uma pane mecânica ou se a imperícia e o excesso de carga contribuíram para o desfecho fatal na Zona Sul do Rio de Janeiro.





