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Cresce o número de acidentes com motos no RJ e sobrecarrega sistema de saúde

Dados apontam que 70% dos feridos em acidentes de trânsito atendidos na rede municipal da capital estavam sobre duas rodas.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 16:002 min
Cresce o número de acidentes com motos no RJ e sobrecarrega sistema de saúde
Foto: Reprodução
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As ocorrências com motocicletas cresceram no Rio de Janeiro em 2024, representando 70% das vítimas de trânsito nos hospitais municipais. O aumento sobrecarrega a rede de saúde e adia cirurgias eletivas.

O estado do Rio de Janeiro enfrenta um cenário alarmante no trânsito, com um crescimento expressivo no número de ocorrências envolvendo motocicletas. Entre janeiro e maio deste ano, o Corpo de Bombeiros foi acionado para mais de 20 mil incidentes dessa natureza, superando os 18 mil registros do mesmo período em 2023. As colisões lideram as estatísticas, somando mais de 13 mil casos, seguidas por quedas e atropelamentos que evidenciam a vulnerabilidade dos condutores e passageiros nas vias fluminenses.

A gravidade da situação reflete-se diretamente na rede pública de saúde. Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam que sete em cada dez pacientes atendidos por acidentes de trânsito nas unidades de emergência da capital são motociclistas ou garupas. Dos 16 mil atendimentos realizados até abril, cerca de 11 mil envolveram usuários de motos, um volume que dobrou na comparação anual. Segundo as autoridades de saúde, esse fluxo intenso compromete a realização de cirurgias eletivas e eleva os custos hospitalares devido à complexidade das lesões e ao longo tempo de recuperação exigido.

Especialistas ressaltam que a ausência de uma carenagem protetora faz com que o corpo do motociclista receba todo o impacto em uma batida, resultando em traumas severos. Além da fragilidade estrutural do veículo, comportamentos de risco como desrespeito ao sinal vermelho, circulação em calçadas e o uso de celulares para navegação durante a pilotagem são apontados como fatores determinantes para o aumento das estatísticas. Em resposta, órgãos municipais e a CET-Rio reforçam que mantêm o monitoramento constante das vias e promovem ações educativas para tentar frear a escalada da violência no trânsito.

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