Notícias

Reserva marinha no litoral de SP é confirmada como berçário de tubarões ameaçados

Imagens inéditas mostram que o Arquipélago de Alcatrazes serve como área de acasalamento e gestação para o animal criticamente ameaçado.

Por
Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 09:002 min
Reserva marinha no litoral de SP é confirmada como berçário de tubarões ameaçados
Foto: Reprodução
Compartilhar

Pesquisa da Unifesp utiliza câmeras subaquáticas e colaboração de mergulhadores para comprovar que o Arquipélago de Alcatrazes é refúgio vital para a reprodução do tubarão-mangona.

Cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram que o Arquipélago de Alcatrazes, situado no litoral norte paulista, serve como um vital berçário para o tubarão-mangona (Carcharias taurus). A espécie, que atualmente enfrenta risco crítico de extinção em decorrência da pesca predatória e do comprometimento de seu habitat natural, foi monitorada por meio de tecnologias avançadas de filmagem subaquática, revelando comportamentos de acasalamento e gestação até então pouco documentados na região.

Para o levantamento de dados, o Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha utilizou o sistema de câmeras remotas com iscas, conhecido como Bruv. O equipamento permitiu que os especialistas observassem a fauna sem causar estresse aos animais, capturando imagens de fêmeas grávidas e com cicatrizes típicas do processo reprodutivo. Além da tecnologia, o estudo contou com a metodologia de ciência cidadã, integrando registros fotográficos e observações feitas por mergulhadores recreativos que frequentam o arquipélago.

Os resultados reforçam o papel estratégico das unidades de conservação marinha na manutenção da biodiversidade. Segundo os pesquisadores, a proteção dessa área garante um refúgio seguro para que esses predadores completem ciclos biológicos complexos, como a gestação, que pode durar cerca de um ano. A preservação do tubarão-mangona é considerada essencial não apenas para o equilíbrio do ecossistema oceânico, mas também para assegurar a sustentabilidade das atividades econômicas e pesqueiras nas comunidades costeiras.

#tubarão-mangona#Alcatrazes#preservação marinha#Unifesp#biodiversidade

Leia também