Relíquia histórica: bola do gol da “Mão de Deus” de Maradona será leiloada com lances milionários
Objeto icônico da Copa de 1986 tem lance inicial de US$ 2,5 milhões e pode bater recorde de valorização no mercado de colecionáveis.

Bola oficial do confronto entre Argentina e Inglaterra na Copa de 1986 será leiloada em 2026. Item histórico pode atingir valor recorde de US$ 9 milhões.
Um dos artefatos mais icônicos e controversos do esporte mundial está prestes a se tornar o centro das atenções no mercado de itens de colecionador. A bola utilizada na histórica partida entre as seleções da Argentina e da Inglaterra, válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, será colocada em leilão no ano de 2026. O confronto, realizado no Estádio Azteca, no México, imortalizou o talento e a audácia de Diego Armando Maradona, que naquela ocasião marcou dois dos gols mais famosos da história do futebol: o polêmico gol de mão, apelidado pelo próprio craque de "Mão de Deus", e o "Gol do Século", em que o camisa 10 driblou metade da equipe inglesa antes de balançar as redes.
A expectativa de arrecadação em torno do item é astronômica, refletindo a valorização exponencial de objetos ligados a grandes lendas do esporte. O lance inicial previsto para o leilão é de US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 12,5 milhões na cotação atual), mas especialistas e avaliadores da casa de leilões acreditam que o valor final de venda possa atingir a marca de US$ 9 milhões (cerca de R$ 45 milhões). Esse montante colocaria o artefato no topo da lista de memorabilia esportiva mais cara já comercializada, reforçando o status de Maradona como uma figura mítica cujo legado transcende o campo de jogo e impacta diretamente a economia de bens culturais e históricos.
A realização do leilão em 2026 não é uma escolha arbitrária de calendário. O evento está estrategicamente posicionado para coincidir com a próxima edição da Copa do Mundo, que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá. O setor de colecionáveis esportivos vive um momento de forte expansão, e a proximidade do maior evento de futebol do planeta costuma inflacionar o interesse de investidores e colecionadores privados. A bola de 1986 é vista não apenas como um equipamento esportivo, mas como um documento histórico que representa um dos períodos mais intensos da geopolítica e do esporte, ocorrendo poucos anos após o conflito das Malvinas entre os dois países envolvidos na partida.
Apesar do entusiasmo do mercado, existe um debate técnico sobre a autenticidade e a procedência exata do lote. Em 2022, uma bola atribuída ao mesmo jogo já havia sido leiloada pelo árbitro tunisiano Ali Bin Nasser, que apitou aquele confronto histórico. No entanto, a casa responsável pela nova venda ainda não esclareceu se o item que irá a leilão em 2026 é o mesmo exemplar comercializado anteriormente ou se trata de uma das outras bolas reservas que foram utilizadas durante os 90 minutos de jogo. É comum que, em partidas de Copa do Mundo, múltiplos exemplares do modelo oficial sejam alternados ao longo do tempo regulamentar, o que exige um processo rigoroso de certificação e rastreamento para garantir a valorização do ativo.
As etapas seguintes para a realização do certame envolvem a exposição itinerante do objeto em grandes centros financeiros e capitais do futebol, como Londres, Buenos Aires e Nova York, visando atrair lances de bilionários e instituições museológicas. A venda de 2026 promete ser um marco, consolidando o futebol como um nicho de investimento de alto luxo. Para os fãs e historiadores, o leilão é mais um capítulo da eterna jornada de Maradona, cujos pertences continuam a gerar debates passionais e cifras impressionantes, provando que a sua influência permanece viva e extremamente lucrativa, décadas após sua aposentadoria e anos após seu falecimento.





