Notícias

Putin e Xi Jinping se reúnem em Pequim para discutir nova ordem global e acordos energéticos

Encontro ocorre logo após passagem de Trump e busca consolidar frente contra hegemonia dos Estados Unidos.

Por
Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 02:002 min
Putin e Xi Jinping se reúnem em Pequim para discutir nova ordem global e acordos energéticos
Foto: Reprodução
Compartilhar

Apenas quatro dias após a visita de Donald Trump, Vladimir Putin desembarca na China para reforçar aliança com Xi Jinping e discutir uma ordem mundial multipolar livre da dominância americana.

Poucos dias após a passagem de Donald Trump pelo território chinês, o presidente russo, Vladimir Putin, desembarcou em Pequim nesta terça-feira (19) para uma visita de Estado simbólica. O encontro ocorre em um intervalo de apenas 24 horas após o anúncio oficial da viagem, evidenciando a agilidade diplomática entre o Kremlin e o governo de Xi Jinping. Para analistas, a sequência de visitas de líderes das duas maiores potências rivais dos Estados Unidos reforça a estratégia da China em se consolidar como o eixo central da geopolítica contemporânea, capaz de mediar diálogos com lados opostos.

Diferente da relação transacional mantida com Trump, a ligação entre Xi e Putin é pautada por uma longevidade política compartilhada. Esta é a 25ª vez que o líder russo visita o país, em um contraste direto com a recente segunda viagem do republicano americano. Durante o encontro, espera-se a assinatura de uma declaração conjunta extensa que detalha a visão de ambos sobre uma era "pós-Estados Unidos". O documento deve defender a reforma de órgãos internacionais e a soberania nacional, princípios que ganham contornos contraditórios diante das acusações de expansionismo que recaem sobre Moscou e Pequim.

No campo econômico e estratégico, Putin busca garantias para a construção de um novo gasoduto que ligue o Ártico ao mercado chinês, alternativa vital diante das sanções ocidentais resultantes do conflito na Ucrânia. Enquanto isso, a Rússia iniciou exercícios militares de simulação nuclear, enviando um sinal de força em paralelo às conversas diplomáticas. A China, por sua vez, equilibra o apoio ao aliado russo com a necessidade de estabilidade global, sob a justificativa de que a manutenção da influência russa impede que o foco total da pressão americana se desloque para o Oriente.

#Geopolítica#China#Rússia#Vladimir Putin#Xi Jinping

Leia também