Entre Palavras

PRIORIZAR A SI MESMO NÃO É EGOÍSMO, É AUTOCUIDADO.

Cuidar de si mesmo é algo que muitas vezes negligenciamos, mas é um ato de amor que todos merecemos e precisamos na vida.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
16 de fevereiro de 2026 às 20:092 min
PRIORIZAR A SI MESMO NÃO É EGOÍSMO, É AUTOCUIDADO.
Foto: Reprodução
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À medida que o tempo passa e as pessoas entram e saem de nossas vidas, é fácil esquecer de cuidar de nós mesmos. Muitas vezes, nos dedicamos tanto a zelar pelos outros que acabamos relegando nossa própria saúde e bem-estar a segundo plano. E, no entanto, nossa vida é um tesouro inestimável, que merece atenção cuidadosa e constante. Infelizmente, só percebemos isso em muitos casos quando já é tarde demais, quando o corpo e a alma nos cobram aquilo que deixamos de oferecer a nós mesmos.

Nos prejudicamos quando permitimos que outras pessoas nos tratem mal, quando aceitamos menos do que merecemos, quando nos calamos diante de situações que nos ferem. Mais tarde, nos arrependemos do tempo perdido, das oportunidades que escaparam, das palavras que não dissemos e dos limites que não estabelecemos. Mas é nesse processo que aprendemos a ver nossas cicatrizes não apenas como marcas de dor, mas como narrativas da vida. Cada cicatriz conta uma história: de quedas, de erros, de palavras impensadas — mas também de amor, de amizade verdadeira, de momentos em que fomos fortes o suficiente para continuar.

Essas cicatrizes nos lembram de nossa vulnerabilidade. Podemos nos proteger contra ataques diretos, mas muitas vezes somos indefesos diante de elogios falsos, de intenções mascaradas, de promessas que não se cumprem. É difícil discernir quando alguém é honesto ou quando apenas veste uma máscara. Por isso, precisamos de tempo. Tempo para meditar, para refletir, para ouvir nossa intuição. O silêncio e a pausa são aliados poderosos na arte de compreender o que realmente nos cerca.

A melhor atitude que podemos adotar é desacelerar. É focar em nossa própria perspicácia, em nossa capacidade de perceber além das aparências. Com a idade e a maturidade, aprendemos a evitar algumas das decepções que a vida nos reserva. Não todas — porque viver é também se arriscar — mas o suficiente para que possamos caminhar com mais consciência e menos peso.

Portanto, lembre-se: cuidar de si mesmo não é egoísmo, é necessidade. Amar a vida que você tem é o primeiro passo para poder amar plenamente os outros. A vida é breve, mas pode ser intensa e significativa se aprendermos a nos colocar no centro do cuidado. Porque só quem se reconhece como tesouro é capaz de viver com gratidão e abundância.

Antonio Marcos de Souza

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