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Pressão eleitoral faz governo Lula reavaliar envio do 'Imposto do Pecado' ao Congresso

Governo federal teme que a sobretaxação de produtos nocivos gere desgaste político e favoreça a oposição.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 03:002 min
Pressão eleitoral faz governo Lula reavaliar envio do 'Imposto do Pecado' ao Congresso
Foto: Reprodução
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O governo federal estuda adiar o envio do projeto que regulamenta o Imposto Seletivo para evitar desgastes políticos. A medida visa proteger a imagem do presidente Lula durante o período eleitoral.

O Palácio do Planalto enfrenta um dilema estratégico em torno da regulamentação da reforma tributária. Um grupo de interlocutores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o adiamento do projeto de lei que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, apelidado de "Imposto do Pecado". A proposta visa sobretaxar produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, mas o governo teme os impactos políticos da medida no curto prazo.

A resistência interna fundamenta-se na preocupação com o cenário eleitoral. Ao elevar a tributação sobre itens de grande consumo popular, como bebidas alcoólicas e cigarros, o governo se expõe a críticas da oposição e a um possível desgaste de imagem junto ao eleitorado. A avaliação técnica é que o debate sobre o aumento da carga tributária em setores específicos pode ser usado como munição por adversários políticos durante as campanhas.

Diante desse quadro, os assessores presidenciais tentam convencer Lula a postergar o envio do texto ao Congresso Nacional. A intenção é retirar o tema da pauta prioritária até que o período de votações municipais e as negociações sucessórias estejam mais estáveis. A decisão final sobre o cronograma legislativo deve considerar o equilíbrio entre a necessidade de arrecadação e a manutenção da popularidade governamental.

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