Polícia investiga castração clandestina e resgata animais em Cajati
Polícia Civil encontrou cães feridos e aves ilegais em residência no Vale do Ribeira; multa aplicada supera R$ 21 mil.

Uma mulher de 31 anos foi autuada em R$ 21,2 mil após a polícia encontrar cães mutilados e aves silvestres ilegais em sua casa, em Cajati (SP). Cerca de seis animais foram resgatados em situação de maus-tratos.
Uma moradora da cidade de Cajati, no interior de São Paulo, tornou-se alvo de uma investigação policial após o resgate de animais em condições precárias em sua residência. A operação foi desencadeada por denúncias que indicavam a existência de cães feridos no bairro Bico do Pato. Durante a vistoria no imóvel, os agentes encontraram indícios de crueldade extrema, incluindo marcas de sangue espalhadas pela casa e um animal escondido em um banheiro com graves lesões genitais decorrentes de um procedimento de castração realizado de forma irregular.
Além dos três cachorros resgatados, que apresentavam sinais visíveis de debilidade e ferimentos nas patas, a polícia localizou aves silvestres mantidas em cativeiro. Os pássaros estavam em gaiolas insalubres, e a responsável pela propriedade não possuía as licenças necessárias para a criação dessas espécies, o que configura crime ambiental. No total, seis animais foram retirados do local para receberem cuidados especializados.
As multas aplicadas pela Polícia Militar Ambiental contra a investigada, de 31 anos, ultrapassam o valor de R$ 21 mil. As sanções envolvem a manutenção ilegal da fauna silvestre, a prática constatada de maus-tratos e a introdução de espécimes híbridos no estado sem a devida autorização. Os cães foram encaminhados para tratamento veterinário sob a guarda de um instituto de acolhimento em Jacupiranga, enquanto as aves ficaram aos cuidados da polícia ambiental.
A mulher foi conduzida à delegacia para prestar depoimento sobre as irregularidades e a natureza clandestina das intervenções cirúrgicas realizadas nos animais. Após ser ouvida pela autoridade policial, ela foi liberada, mas segue respondendo aos processos administrativos e criminais decorrentes da ação. O caso reacende o alerta sobre a importância de buscar profissionais qualificados para procedimentos médicos em animais de estimação.






