Grupo denunciado por vazar fotos íntimas usou chat de jogo para tentar burlar polícia
Suspeitos migraram comunicações para o jogo Clash Royale e usaram ChatGPT para tentar ocultar crimes após denúncia de vítima.

Investigados por vazar imagens íntimas de mulheres em Roraima migraram conversas para chat de jogo eletrônico e buscaram ajuda em IA para ocultar provas.
Três jovens residentes em Roraima, identificados como Pedro Guilherme Becker Soares, Matheus Terra Fabri e Felipe Gaio de Matos, tornaram-se réus por crimes de cena de nudez e fraude processual. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o grupo utilizava aplicativos de mensagens e plataformas de jogos para compartilhar fotos íntimas de mulheres de forma não consentida. O esquema foi descoberto após uma das vítimas formalizar queixa na delegacia, o que desencadeou o monitoramento dos suspeitos.
Os levantamentos apontam que, após tomarem conhecimento da investigação, os envolvidos migraram suas comunicações do WhatsApp para o bate-papo interno do jogo eletrônico 'Clash Royale'. Essa estratégia, orientada por anotações manuscritas encontradas pela polícia, visava dificultar o rastreamento das autoridades. Além disso, as provas indicam que houve uma tentativa coordenada de deletar arquivos e destruir evidências digitais logo após o início do inquérito policial.
Um dos pontos centrais da investigação foi a descoberta de que Pedro Guilherme utilizava inteligência artificial para planejar sua defesa e tentar incriminar terceiros falsamente. Em interações gravadas com o ChatGPT, o investigado teria confessado a prática ilícita. A perícia técnica realizada nos dispositivos apreendidos revelou um acervo de mais de 1,1 mil arquivos íntimos, organizados em pastas nomeadas por cada vítima, evidenciando uma prática sistemática de gravação de imagens que eram enviadas originalmente com visualização única.
A denúncia do Ministério Público ressalta que o comportamento dos réus foi predatório e planejado para burlar as configurações de privacidade das mulheres. Diante dos fatos, a promotoria solicita que o trio responda criminalmente pelas infrações cometidas, além do pagamento de uma indenização de R$ 10 mil à vítima que deu início ao caso. O processo segue em tramitação na Justiça para apurar a extensão total dos danos e a responsabilidade de cada integrante do grupo.





