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A camisa mais pesada do bolso: Brasil tem uniforme de futebol mais caro em relação à renda a cada país

Uniforme oficial da Seleção compromete 17,5% da renda média mensal, superando o peso financeiro em potências europeias e vizinhos sul-americanos.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 10:002 min
A camisa mais pesada do bolso: Brasil tem uniforme de futebol mais caro em relação à renda a cada país
Foto: Reprodução
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O Brasil lidera o ranking de uniformes mais caros entre os campeões mundiais quando o preço é comparado à renda média da população. O custo da vestimenta oficial compromete 17,5% do orçamento mensal do brasileiro.

O uniforme oficial da Seleção Brasileira para o próximo Mundial apresenta o maior impacto financeiro sobre a renda do cidadão entre todas as nações que já conquistaram o título mundial. Vendida por R$ 749,99, a peça exige o equivalente a 17,5% da renda média mensal per capita do brasileiro, segundo levantamento feito com base em dados do Banco Mundial. O custo proporcional no Brasil é drasticamente superior ao visto em potências europeias como a Alemanha, onde o item representa apenas 3,7% dos ganhos mensais.

O cenário de desigualdade nos preços se acentua na comparação com outros países sul-americanos. Enquanto o torcedor argentino precisa de 9,2% da sua renda e o uruguaio de 9,9% para adquirir o manto oficial, o brasileiro paga quase o dobro em termos proporcionais. Em termos absolutos, convertendo para moeda estrangeira, a camisa do Brasil é a segunda mais barata da lista, atrás apenas da Argentina, mas o baixo poder de compra da população local inverte essa lógica de acessibilidade.

A análise também revela que o preço do uniforme de jogo, modelo que utiliza tecnologia idêntica à dos atletas em campo, tem subido sistematicamente acima da inflação. Se o valor cobrado em 1998 fosse corrigido apenas pelo índice oficial de preços (IPCA), o item deveria custar hoje aproximadamente R$ 438, apresentando uma diferença de mais de R$ 300 em relação ao preço praticado. O aumento mais expressivo ocorreu entre as Copas de 2018 e 2022, quando o reajuste chegou a 55,6%, superando em muito a variação do custo de vida no período.

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