Polícia Civil confirma que corpo encontrado em Florianópolis é de oceanógrafo desaparecido desde 2025
Restos mortais foram localizados em área de difícil acesso no Sul da Ilha; investigação segue para apurar as causas da morte.

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que os restos mortais encontrados em Florianópolis pertencem ao oceanógrafo Charles Gorri, desaparecido desde outubro de 2025.
A Polícia Civil de Santa Catarina oficializou, na última semana, a identificação dos restos mortais encontrados em uma região de mata densa no Sul da Ilha, em Florianópolis. Após a realização de exames periciais complexos pelo Instituto Médico Legal (IML), confirmou-se que o corpo pertence ao oceanógrafo e ambientalista Charles Gorri. O profissional estava desaparecido desde o dia 7 de outubro de 2025, gerando uma mobilização intensa de familiares, amigos e autoridades de segurança ao longo dos últimos meses. A localização do corpo encerra um ciclo de angústia sobre o paradeiro de Gorri, mas abre uma nova fase nas investigações para determinar as circunstâncias exatas da sua morte.
Charles Gorri era uma figura conhecida no meio acadêmico e ambiental de Santa Catarina, com um histórico de dedicação à preservação dos ecossistemas marinhos. O desaparecimento ocorreu de forma súbita, quando o oceanógrafo saiu para realizar atividades rotineiras e não retornou mais para casa. Na época, buscas foram realizadas por equipes do Corpo de Bombeiros e por grupos de voluntários que percorreram trilhas e encostas da Ilha de Santa Catarina, porém, sem sucesso imediato. A região onde os restos mortais foram finalmente localizados é descrita pelos peritos como uma área de difícil acesso, caracterizada por vegetação fechada e terreno acidentado, o que dificultou a visibilidade e o trabalho das equipes de busca durante o período inicial do sumiço.
De acordo com os boletins informativos da Polícia Civil, a descoberta foi possibilitada após denúncias ou movimentações na área que levaram os agentes até o ponto exato no Sul da Ilha. Devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo foi encontrado, a identificação visual foi impossibilitada, exigindo o uso de técnicas de DNA e análise da arcada dentária para garantir a precisão do laudo final. Os dados técnicos coletados pelos peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) são fundamentais agora não apenas para a certidão de óbito, mas para esclarecer se houve indícios de violência, queda acidental ou se a morte ocorreu por causas naturais decorrentes de algum mal súbito durante o trajeto.
O impacto da notícia repercutiu fortemente entre a comunidade científica e organizações não governamentais ligadas ao meio ambiente, onde Charles Gorri atuava de forma propositiva. Colegas de profissão destacaram sua paixão pelo oceano e sua contribuição técnica para projetos de conservação na capital catarinense. A demora na localização do corpo e a confirmação oficial meses após o desaparecimento evidenciam os desafios enfrentados pelas forças de segurança em buscas em áreas de Mata Atlântica preservada, onde as condições climáticas e o relevo impõem barreiras geográficas significativas.
Com a confirmação da identidade, os próximos passos do inquérito policial concentram-se na perícia de campo e na análise de possíveis objetos encontrados próximos ao local. A Polícia Civil continua a ouvir depoimentos de pessoas próximas e a analisar o histórico de geolocalização de dispositivos que Gorri poderia estar portando na data do desaparecimento. O objetivo final é reconstruir os últimos momentos do ambientalista para concluir o inquérito e oferecer respostas definitivas à família. Até o momento, as autoridades mantêm cautela sobre as hipóteses do caso, aguardando laudos complementares que devem ser liberados nas próximas semanas para descartar ou confirmar a ocorrência de crime.





