PM gaúcho réu por matar família de ex-mulher mantém salário mesmo após prisão
Soldado Cristiano Domingues Francisco, réu pelos assassinatos de Silvana de Aguiar e de seus pais, mantém remuneração devido a regras administrativas.

Mesmo preso preventivamente pelo desaparecimento e morte da família Aguiar, o soldado da Brigada Militar Cristiano Domingues Francisco segue recebendo salário do governo gaúcho. O Ministério Público já denunciou o PM e mais dois familiares pelos crimes.
O policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito do assassinato de sua ex-companheira Silvana de Aguiar e dos pais dela, continua a receber vencimentos mensais do Estado do Rio Grande do Sul. Mesmo sob prisão preventiva desde abril, o soldado, que faz parte da Brigada Militar desde 2009, obteve um rendimento bruto de aproximadamente R$ 6,9 mil no último mês. A continuidade do pagamento ocorre porque, legalmente, a suspensão do salário ou a demissão só podem ser efetuadas após uma condenação definitiva ou conclusão de processo administrativo específico.
A Corregedoria da Brigada Militar informou que os procedimentos internos para a exclusão do servidor dependem da autorização judicial para a utilização de provas colhidas na investigação criminal. Por enquanto, o princípio da presunção de inocência garante a manutenção do cargo e da remuneração. Paralelamente, o Ministério Público já formalizou a denúncia e solicitou a perda do cargo público do PM, citando a gravidade dos crimes cometidos, que incluem feminicídios, ocultação de cadáveres e associação criminosa.
Além de Cristiano, sua atual esposa e seu irmão também foram tornados réus no caso. As investigações da Polícia Civil apontam para um crime meticulosamente planejado, envolvendo o uso de inteligência artificial para forjar áudios das vítimas e a criação de falsas pistas em redes sociais para despistar as autoridades. Apesar do avançado estágio do processo e da prisão de Cristiano, os corpos de Silvana e de seus pais, Isail e Dalmira Aguiar, ainda não foram localizados pelas forças de segurança.






