Operação militar dos EUA e da Nigéria elimina alto comando do Estado Islâmico
Líder terrorista Abu Al Minuki foi alvo de uma ofensiva aérea e terrestre coordenada entre Washington e Abuja.

Operação conjunta entre forças americanas e nigerianas elimina Abu Al Minuki, vice-líder global do Estado Islâmico e articulador financeiro do grupo na África.
Uma ação conjunta entre as forças militares dos Estados Unidos e da Nigéria resultou na eliminação de Abu Al Minuki, apontado como o segundo nome na hierarquia global do Estado Islâmico. O Comando dos EUA para a África (AFRICOM) apresentou registros visuais da investida, que mostram uma detonação de grandes proporções no local do alvo. Al Minuki, que figurava na lista de terroristas procurados pelo governo americano desde o ano passado, exercia um papel central na gestão de recursos financeiros e na coordenação de células extremistas em solo africano.
O presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para confirmar o sucesso da ofensiva, classificando-a como uma missão de alta complexidade e planejamento rigoroso. Segundo o republicano, a neutralização do líder representa um golpe severo na capacidade operacional do grupo terrorista, impedindo novos ataques contra populações locais e interesses americanos no exterior. O governo nigeriano também se manifestou, celebrando o desfecho como o triunfo mais relevante do país na atual luta contra o extremismo armado.
A cooperação entre as duas nações se intensificou após críticas anteriores de Washington sobre a segurança de minorias religiosas na Nigéria. Aproximadamente duzentos militares americanos foram deslocados para o território africano a fim de prestar suporte tático às tropas locais. Embora o país enfrente há anos a violência de facções como o Boko Haram, as autoridades nigerianas sustentam que o conflito atinge diversos grupos da sociedade, independentemente da denominação religiosa, e que a morte de Al Minuki é um passo crucial para a pacificação da região.






