Operação contra tráfico de animais no ambiente digital resgata mais de 160 espécies em Minas Gerais
Ação do Ministério Público contra o comércio ilícito de fauna resultou na prisão de um homem e no resgate de 18 espécies em Ribeirão das Neves.

Ação do Ministério Público em Ribeirão das Neves resgata mais de 160 animais comercializados ilegalmente pelas redes sociais. Suspeito foi preso e pode pagar multa milionária.
Uma ação coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) desarticulou um esquema de comércio ilegal de fauna silvestre e exótica em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Batizada de Operação Tráfico Digital, a iniciativa resultou no resgate de mais de 160 animais de 18 espécies diferentes. O proprietário do local foi detido em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva pelo Poder Judiciário.
As investigações tiveram início a partir do monitoramento de redes sociais, onde o suspeito utilizava um perfil com quase 600 mil seguidores para anunciar os exemplares a compradores de diversas partes do Brasil. Durante a vistoria, que contou com o apoio de cerca de 40 agentes da Polícia Civil, Polícia Militar e órgãos ambientais, foram constatadas irregularidades graves, como falta de documentação, superlotação e condições precárias de higiene e alojamento.
A lista de animais apreendidos inclui espécimes variados, como araras, papagaios, tucanos, cervos, quatis, jiboias e até escorpiões-imperadores. Todos os bichos foram encaminhados para centros de triagem e reabilitação, onde passarão por cuidados veterinários e avaliações específicas. Além dos animais, as autoridades confiscaram equipamentos eletrônicos, documentos e máquinas de cartão que corroboram as evidências da atividade comercial ilícita.
O responsável pelo estabelecimento enfrentará acusações baseadas na Lei de Crimes Ambientais, abrangendo infrações por maus-tratos e introdução de espécies estrangeiras sem a devida licença. No âmbito administrativo, estima-se que as sanções financeiras aplicadas possam atingir a marca de R$ 1,2 milhão. O inquérito segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos na rede de tráfico.





