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OMS prevê novos registros de hantavírus, mas descarta risco de pandemia global

Organização Mundial da Saúde monitora surto em cruzeiro que resultou em três mortes; navio segue para as Ilhas Canárias para evacuação.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 10:002 min
OMS prevê novos registros de hantavírus, mas descarta risco de pandemia global
Foto: Reprodução
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A OMS monitora um surto de hantavírus no navio MV Hondius após a morte de três passageiros. Embora novos casos possam surgir devido ao período de incubação, o risco pandêmico é considerado baixo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou nesta quinta-feira (7) a possibilidade de surgimento de novos diagnósticos de hantavírus relacionados a um surto iniciado em um navio de cruzeiro no Atlântico. Até o momento, a agência confirmou oito ocorrências, sendo cinco casos ratificados por exames e três sob investigação, incluindo a morte de três passageiros. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explicou que o longo período de incubação do patógeno, que pode chegar a seis semanas, justifica o alerta para futuras notificações.

O surto ocorreu a bordo do MV Hondius, embarcação que partiu da Argentina no início de abril com destino à África. Entre as vítimas fatais estão cidadãos da Holanda e da Alemanha. Especialistas destacam que a linhagem identificada é a cepa Andes, típica da América Latina e a única com capacidade comprovada de transmissão entre seres humanos. Apesar da gravidade clínica, que pode evoluir para síndromes respiratórias agudas sem tratamento específico ou vacina, a OMS classifica o risco de uma pandemia como baixo, visto que o vírus é consideravelmente menos contagioso que o coronavírus.

Atualmente, o navio segue em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, onde está prevista a retirada de 150 pessoas a partir de segunda-feira (11). As autoridades locais informaram que o desembarque não ocorrerá no porto; a embarcação permanecerá ancorada enquanto lanchas fazem o traslado dos passageiros diretamente para o aeroporto. Paralelamente, órgãos de saúde em países como Suíça, Alemanha e África do Sul mantêm vigilância sobre indivíduos que tiveram contato com o navio ou desembarcaram em paradas anteriores, como na ilha de Santa Helena.

A origem exata da contaminação ainda é um enigma para os investigadores. Embora se saiba que o primeiro infectado apresentou sintomas pouco depois de embarcar, as autoridades de saúde do Chile e da Argentina ainda não puderam apontar o local específico do contágio inicial. A empresa responsável pelo cruzeiro afirma que o ambiente a bordo está estabilizado e sem novos passageiros sintomáticos, enquanto a OMS reforça que a contenção do surto depende da agilidade nas medidas de isolamento e da cooperação internacional.

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