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Nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos

O sentimento de conexão acontece quando o outro torna eterno aquilo que eu também eternizo.

16 de fevereiro de 2026 às 14:012 min
Nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos
Foto: Reprodução
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O sentimento de conexão acontece quando o outro torna eterno aquilo que eu também eternizo.

Dia desses recebi um vídeo lindo e tocante pelo WhatsApp e tive que salvar no celular. Nele, havia uma reflexão belíssima acerca do amor e seu poder de transformação — sobre como a falta de amor torna as coisas insignificantes, e como o transbordamento de amor torna tudo extremamente perfeito.

No texto, atribuído a Arto Tudjarian, dizia-se:

Memórias? Quando falo sobre memórias, é sobre esse sopro de amor que damos a todas as vidas e coisas. Sobre conseguirmos transformar simples fatos em lembranças, depois deles terem sido tocados por nosso afeto e sensibilidade.

Um presente é só um objeto, mas se atribuímos sentimento e significado a ele, torna-se uma memória — um souvenir que traz de volta alguém ou algum lugar. Uma música é só uma música, mas pode se tornar referência de uma época, de alguém ou de um estado de espírito, no instante em que seu significado ultrapassa o arranjo das notas e traz junto as emoções que essa melodia desperta.

O sentimento de conexão acontece quando o outro torna eterno aquilo que eu também eternizo. Quando uma simples conversa de bar, uma mensagem descomplicada entre duas pessoas, uma música dedicada a alguém, um trecho de livro, um elogio inesperado ou um abraço carregado de afeto permanecem além do tempo — porque se consolidaram como memórias. Porque acessaram o que havia de sagrado e eterno dentro da gente, e serão como digitais, para sempre presentes.

Texto autorizado pela autora para reprodução.

Por Antonio Marcos de Souza, 30 de setembro de 2023 às 6h51min.

#digitais#amor#amizade#reflexão

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