Aprendi Enquanto Continuo Vivendo
Ai, meu Deus! Quanta coisa a gente aprende na vida.


Aprendi Enquanto Continuo Vivendo
Ai, meu Deus! Quanta coisa a gente aprende na vida. Aprendi que um conselho vindo de alguém que nos ama é poesia dita com o coração, capaz de fazer brotar, não sei como, uma nuvem de borboletas coloridas dentro do peito. A alegria é recíproca, e o simples fato de quererem o nosso bem já vale o “senta aqui, quero te dizer algo.”
Aprendi que amizades verdadeiras levam anos para se consolidar. São nas tempestades e nos desertos escaldantes que percebemos as pegadas ao nosso lado, confirmando quem caminhou conosco, quem suportou a ventania e a chuva que parecia não passar. Esses são os verdadeiros amigos. E foi preciso a pressão para revelar quem não era — e isso também foi aprendizado, tudo é válido.
Aprendi que um abraço aquece tanto quanto um cobertor em dia de nevasca, independente da estação. Há abraços que vão além da pele: são dados com o coração pulsante, energizante e iluminado, capazes de nos mostrar a direção correta e de nos dar a sensação de nunca estar só.
Aprendi que podemos viver os mesmos lugares, mas nunca serão iguais. A vida não se repete como uma música em modo “repeat”. Cada momento é único. Por isso, devemos aproveitar os pequenos instantes — simples, despretensiosos — porque são eles que se tornam os mais marcantes, gravados no coração, fazendo os olhos marejarem de saudade vez ou outra.
Aprendi, às duras penas, o que é viver sem minha mãe. Foram apenas sete anos ao lado dela, mas nunca me encontrei depois. Faltou o esteio, o colo, o beijo, o abraço. Cresci e envelheci com aquela criança forte e decidida que enfrentou a vida com responsabilidade. Eita, que saudade dela.
Aprendi que quem está ao nosso lado pode, de repente, não estar mais. Caminhar junto não significa companhia verdadeira, às vezes é apenas um espaço ocupado até a próxima estação, onde haverá despedida e talvez nunca mais reencontro.
Aprendi que a vida, maravilhosa de ser vivida, é frágil como um fio de cabelo que se despedaça ao vento ou ao toque das mãos, quase sem ser notado. Por isso, devemos aproveitar tudo o que ela nos oferece, com responsabilidade.
Aprendi que, diante de tantos desafios, vitórias, recuos e avanços, sempre tive a valentia do recomeço. O novo assusta, a mente questiona: “Será que vou conseguir? Será que vou dar conta?” Mas depois percebi que muitas vezes foi tão suave quanto a brisa da tarde, numa varanda, ao som de uma bela música e com um chá no final do dia.
Antonio Marcos de Souza
Comentários
(0)Carregando comentários...

