Definidos os pré-candidatos ao Senado por Alagoas para as eleições de 2026
Convenções partidárias oficializam quatro nomes para a disputa legislativa; registro final na Justiça Eleitoral deve ocorrer até 15 de agosto.

Com o fim das convenções partidárias, Alagoas define os quatro nomes que disputarão as vagas para o Senado Federal em 2026. Confira os detalhes sobre as chapas e o calendário eleitoral.
O cenário político de Alagoas começa a ganhar contornos definitivos para o pleito de 2026. Com o encerramento das convenções partidárias nesta semana, quatro nomes foram oficializados por suas respectivas legendas para a disputa das duas cadeiras disponíveis no Senado Federal. A corrida eleitoral no estado promete ser uma das mais acirradas do Nordeste, colocando frente a frente figuras históricas da política nacional, representantes de grupos locais em ascensão e novas alternativas ideológicas que buscam espaço no Legislativo.
Entre os nomes confirmados estão o veterano Renan Calheiros (MDB), que busca a renovação de seu mandato, e o correligionário José Wanderley (MDB), vice-governador e médico cardiologista de renome. O partido Republicanos aposta na força eleitoral de Davi Davino Filho, que já demonstrou capilaridade em eleições anteriores na capital e no interior. Completando a lista de postulantes anunciados até o momento, o partido Unidade Popular (UP) lançou o professor de História Alexandre Fleming, apresentando uma plataforma voltada para causas sociais e críticas ao sistema econômico vigente.
Embora as convenções tenham sido concluídas, é fundamental destacar que a oficialização jurídica dessas candidaturas ainda depende de trâmites burocráticos junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL). Os partidos políticos possuem um prazo rigoroso, que se estende até as 19h do dia 15 de agosto, para realizar o registro formal das chapas e dos respectivos nomes. Somente após a análise da Justiça Eleitoral, que verificará critérios de elegibilidade e a regularidade das contas e documentos, é que as candidaturas serão consideradas "deferidas" para constar nas urnas eletrônicas em outubro.
A configuração da disputa em Alagoas reflete estratégias distintas. O MDB, tradicionalmente forte no estado, optou por lançar duas candidaturas de peso, visando ocupar ambas as vagas em disputa. Já o Republicanos tenta capitalizar a imagem de renovação e oposição moderada com Davino Filho. Por outro lado, a candidatura de Alexandre Fleming, pela UP, atende a uma demanda de representatividade da esquerda radical, focando na educação pública e nos direitos da classe trabalhadora como eixos centrais de sua campanha ao Senado.
O calendário eleitoral já está definido: os cidadãos alagoanos irão às urnas para o primeiro turno no dia 4 de outubro de 2026. Para o Senado, a eleição é decidida em turno único, vencendo os candidatos mais votados. Caso haja necessidade de segundo turno para os cargos de Presidente da República ou Governador do Estado, a nova votação ocorrerá no dia 25 de outubro. Até lá, a expectativa é de que o debate político se intensifique, com foco em temas como o desenvolvimento econômico do estado, a gestão dos recursos hídricos e a infraestrutura básica para os municípios alagoanos.
Os próximos passos envolvem o início oficial da propaganda eleitoral, permitido apenas após o período de registros. Neste intervalo, os candidatos devem focar na organização de suas equipes de campanha, arrecadação de fundos e detalhamento de seus planos de governo e atuação legislativa. O eleitor de Alagoas terá a responsabilidade de avaliar o histórico e as propostas de cada um dos quatro nomes postos, em um momento crucial para o equilíbrio de forças no Congresso Nacional a partir de 2027.

