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Narges Mohammadi, Nobel da Paz, recebe alta hospitalar para continuar tratamento em casa

Com problemas cardíacos e neurológicos graves, ativista iraniana recebeu liberdade condicional para tratamento domiciliar.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 11:002 min
Narges Mohammadi, Nobel da Paz, recebe alta hospitalar para continuar tratamento em casa
Foto: Reprodução
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A vencedora do Nobel da Paz, Narges Mohammadi, deixou o hospital para se recuperar em casa após diagnósticos graves de saúde. A ativista enfrenta complicações cardíacas e neurológicas após anos de prisão no Irã.

A ativista iraniana Narges Mohammadi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, recebeu autorização para deixar o hospital e retornar à sua residência. A medida ocorre em um contexto de grave fragilidade em sua saúde, após o diagnóstico de complicações severas nos sistemas cardíaco e nervoso durante o período em que esteve sob custódia do regime de Teerã. De acordo com informações de sua fundação, exames recentes indicaram um comprometimento vascular progressivo e danos funcionais no sistema nervoso central.

Aos 53 anos, Mohammadi enfrenta sequelas de décadas de atuação política e sucessivas prisões, incluindo episódios de infarto e problemas pulmonares relatados por familiares. A transferência para o cuidado domiciliar aconteceu mediante pagamento de fiança e após intensa pressão de entidades internacionais, como o próprio Comitê do Nobel. Médicos vinculados ao governo iraniano também recomendaram que o tratamento fosse realizado fora das dependências carcerárias devido à complexidade do quadro clínico da ativista.

Apesar de estar em casa, a situação jurídica de Narges permanece incerta, uma vez que ela ainda possui uma sentença de 18 anos de prisão a cumprir. Seus defensores e familiares agora concentram esforços para que a liberdade se torne definitiva e incondicional, alegando que o retorno ao cárcere representa um risco iminente à sua vida. A ativista é reconhecida mundialmente pela luta contra a pena de morte e pelos direitos das mulheres no Irã, tendo se tornado um símbolo de resistência durante os protestos que abalaram o país nos últimos anos.

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