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Mergulhadora que sobreviveu a tsunami morre em expedição técnica nas Maldivas

Monica Montefalcone, que escapou de desastre em 2004, está entre as vítimas de acidente em caverna submarina no Atol de Vaavu.

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Redação 360 Notícia
16 de maio de 2026 às 04:002 min
Mergulhadora que sobreviveu a tsunami morre em expedição técnica nas Maldivas
Foto: Reprodução
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Uma expedição de mergulho nas Maldivas terminou em tragédia com a morte de cinco italianos, incluindo uma sobrevivente do tsunami de 2004. As buscas foram dificultadas pelo mau tempo.

Uma tragédia nas águas do Atol de Vaavu, nas Maldivas, resultou na morte de cinco mergulhadores italianos durante a exploração de cavernas submarinas a 50 metros de profundidade. Entre as vítimas está Monica Montefalcone, uma experiente defensora do ambiente marinho que já havia superado situações extremas anteriormente. Segundo familiares, ela sobreviveu ao devastador tsunami de 2004 enquanto mergulhava no Quênia, demonstrando uma trajetória de resiliência e paixão pelo oceano.

As operações de resgate enfrentaram sérios obstáculos na última sexta-feira devido às condições climáticas adversas e ao mar agitado, o que forçou a suspensão temporária dos trabalhos. Até o momento, apenas o corpo do instrutor Gianluca Benedetti foi recuperado. As autoridades locais acreditam que as outras quatro vítimas, incluindo a filha de Montefalcone, Giorgia Sommacal, e pesquisadores renomados, estejam localizadas em uma câmara interna da caverna submarina, de difícil acesso.

Especialistas ressaltam que o local do acidente apresenta riscos elevados, uma vez que a profundidade de 50 metros excede os limites recomendados para o mergulho recreativo nas Maldivas, fixados em 30 metros. A exploração técnica em ambientes fechados exige protocolos rígidos, e o marido de Montefalcone descartou qualquer imprudência, sugerindo que um imprevisto fatal tenha ocorrido durante a descida. Equipes especializadas em resgate profundo devem reforçar as buscas para localizar os corpos restantes.

O governo da Itália, por meio do chanceler Antonio Tajani, garantiu empenho total na repatriação das vítimas e no suporte aos outros 20 integrantes da expedição que saíram ilesos. O falecimento de Montefalcone gerou comoção em organizações como o Greenpeace, onde era admirada por seu trabalho em prol da conservação oceânica. A investigação sobre as causas exatas do incidente continua enquanto as equipes aguardam uma janela de tempo favorável para retomar os mergulhos.

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