Memorial em Pyongyang revela dimensão de baixas norte-coreanas na guerra russa
Análise de imagens de satélite de novo museu em Pyongyang revela milhares de nomes gravados em tributo a combatentes mortos na região de Kursk.

Investigação baseada em imagens de satélite de novo memorial em Pyongyang indica que mais de 2,3 mil soldados norte-coreanos morreram em combate na Rússia.
Uma investigação conduzida pela BBC, baseada em análises detalhadas de imagens de satélite e registros oficiais de Pyongyang, revelou que aproximadamente 2,3 mil soldados norte-coreanos podem ter morrido em combate na região russa de Kursk. A estimativa tem como base o novo "Museu Memorial dos Feitos de Combate em Operações Militares no Exterior", inaugurado recentemente pelo regime de Kim Jong Un para homenagear os militares enviados para auxiliar a Rússia na guerra contra a Ucrânia.
O monumento central do complexo conta com duas extensas paredes de 30 metros, onde nomes de combatentes estão gravados em caracteres pequenos. Ao calcular a densidade das inscrições em cada seção das muretas, especialistas identificaram que o espaço comporta pouco mais de 2.300 registros nominais, número que coincide com relatórios de inteligência da Coreia do Sul sobre as baixas do país no conflito. Além das paredes, o local abriga centenas de túmulos individuais e um columbário destinado a armazenar cinzas de outros soldados.
Analistas acreditam que a construção de um memorial tão imponente e a oferta de moradias para famílias de veteranos são estratégias de Kim Jong Un para legitimar o envio de tropas e conter possíveis insatisfações internas diante das perdas humanas. A cooperação militar, formalizada em um pacto de defesa mútua em 2024, tem garantido à Coreia do Norte recursos vitais, como assistência técnica, alimentos e compensações financeiras fornecidas pelo governo de Vladimir Putin.






