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Megaexplosão por vazamento de gás deixa rastro de destruição na Zona Oeste de SP

Acidente na Zona Oeste de São Paulo atingiu 105 imóveis e deixou dois mortos; sobreviventes questionam resposta de emergência.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 00:002 min
Megaexplosão por vazamento de gás deixa rastro de destruição na Zona Oeste de SP
Foto: Reprodução
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Explosão no bairro do Jaguaré, em São Paulo, deixa dois mortos e afeta mais de 100 imóveis após vazamento de gás durante obras na via. Sobreviventes relatam falta de aviso prévio para evacuação.

Uma forte explosão causada por um vazamento de gás transformou o bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, em um cenário de destruição. O incidente, ocorrido durante uma tarde de sábado, resultou na morte de duas pessoas e deixou outras três feridas. O impacto da onda de choque foi tão severo que atingiu cerca de 105 residências em uma área estimada de 2 mil metros quadrados, quebrando vidraças e comprometendo estruturas de diversos imóveis na região.

Testemunhas e sobreviventes relatam momentos de pânico. O pedreiro Osmar Braz, que estava em casa no instante do estrondo, descreveu a sensação de ser lançado para fora de sua moradia pela janela. Com fraturas na coluna, ele agora se recupera na casa de familiares. Outro morador, Carlos, permaneceu soterrado por quase uma hora antes de ser resgatado. Relatos locais indicam que um forte odor de gás já era perceptível muito antes da detonação, levantando questionamentos sobre a demora em uma possível evacuação preventiva da área.

Investigações preliminares apontam que o vazamento começou durante obras de infraestrutura realizadas por uma equipe terceirizada da Sabesp, que perfurava a via para manutenção de saneamento. Imagens registradas momentos antes da tragédia mostram bolhas de gás emergindo do solo. Enquanto a concessionária afirma ter seguido os protocolos de segurança e orientado a saída dos moradores, sobreviventes contestam a versão, afirmando que não houve um alerta claro de perigo iminente por parte dos operários.

A Defesa Civil mantém o quarteirão isolado para avaliações técnicas detalhadas, utilizando tecnologias de mapeamento 3D e drones para identificar o epicentro da falha. O governo estadual disponibilizou um auxílio emergencial e opções de habitação para as famílias desabrigadas. Entre as vítimas fatais estão o vigilante Alex Sandro Nunes, que faleceu no local, e Francisco Albino, que veio a óbito dias depois em decorrência dos ferimentos. As causas exatas que levaram à ignição do gás ainda estão sob perícia pelo Instituto de Criminalística.

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