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Mato Grosso do Sul se destaca em índice de progresso social, mas encara forte disparidade regional

Mesmo com Campo Grande entre as capitais de maior destaque, municípios do interior ainda figuram entre os mais vulneráveis do país.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 05:002 min
Mato Grosso do Sul se destaca em índice de progresso social, mas encara forte disparidade regional
Foto: Reprodução
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Mato Grosso do Sul alcança a 7ª melhor nota do IPS Brasil, mas levantamento revela abismo social entre a capital e cidades do interior, como Japorã.

O estado de Mato Grosso do Sul consolidou-se em uma posição de destaque no cenário nacional de bem-estar, ocupando o sétimo lugar no Índice de Progresso Social (IPS Brasil). De acordo com os dados apresentados, a unidade federativa registrou uma pontuação de 64,14, superando a média nacional de 63,40. O estudo avaliou o desempenho socioambiental de todos os municípios do país, considerando fatores que vão desde o saneamento básico e moradia até direitos individuais e preservação do ecossistema.

A capital, Campo Grande, impulsionou os resultados gerais ao se fixar como a quarta melhor capital do país para se viver, ficando atrás somente de Curitiba, Brasília e São Paulo. O principal diferencial da metrópole sul-mato-grossense reside na categoria de oportunidades, que engloba o ingresso no ensino superior e a defesa da liberdade pessoal. No panorama geral de todos os 5.570 municípios brasileiros, a capital ocupa a 41ª posição, demonstrando um patamar elevado de infraestrutura e serviços públicos.

Entretanto, o relatório evidencia um cenário de fortes contrastes internos. Enquanto o centro urbano principal prospera, cidades do interior, como Japorã, Coronel Sapucaia e Tacuru, registram índices preocupantes. Japorã, especificamente, figura na lista das 20 cidades com as piores notas do Brasil, evidenciando falhas graves no acesso a serviços básicos e educação. Essa disparidade regional revela que o crescimento estadual ainda não é distribuído de forma equânime, isolando pequenas localidades do progresso observado na capital.

Diferente de indicadores focados apenas na economia, como o PIB, o IPS busca mensurar se a riqueza se traduz em bem-estar real para as pessoas. A coordenadora do estudo ressalta que, mesmo nas cidades mais bem avaliadas, desafios como a violência contra minorias e a desigualdade de gênero na política permanecem como obstáculos significativos. O levantamento serve como um alerta para que o poder público direcione esforços não apenas para manter o crescimento, mas para reduzir o abismo social entre as diferentes regiões do estado.

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