Economia

Leila Pereira projeta futuro como dona de clube e defende modelo empresarial no futebol

Presidente do Palmeiras revela planos de adquirir uma agremiação própria e critica processos eleitorais em clubes tradicionais.

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Redação 360 Notícia
2 de junho de 2026 às 09:003 min
Leila Pereira projeta futuro como dona de clube e defende modelo empresarial no futebol
Foto: Reprodução
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Em entrevista à GloboNews, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, revelou o desejo de ser dona de um clube de futebol no futuro. A empresária criticou o sistema político-eleitoral dos clubes tradicionais e defendeu o modelo de SAF para otimizar a gestão esportiva.

Em uma entrevista reveladora concedida ao programa de estreia do podcast POD_i, da GloboNews, a atual presidente do Palmeiras, Leila Pereira, abriu o jogo sobre suas pretensões profissionais após o encerramento de seu ciclo no comando do clube alviverde. A empresária, que se consolidou como uma das figuras mais influentes e polarizadoras do futebol brasileiro contemporâneo, afirmou que cogita seriamente a possibilidade de se tornar proprietária de uma agremiação esportiva no futuro. A declaração ocorre em um momento de transição no esporte nacional, onde o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganha cada vez mais tração entre clubes tradicionais e investidores de grande porte.

Leila Pereira, que comanda empresas de relevância nacional como a Crefisa e a Faculdade das Américas (FAM), destacou que o modelo de clube-empresa é o caminho mais eficiente para a gestão esportiva moderna. Um dos principais pontos levantados pela dirigente foi o esgotamento em relação ao complexo processo político que envolve clubes sociais e tradicionais. "Olha que espetáculo, você não precisar pedir voto... Eu não tenho mais essa paciência", desabafou à jornalista Andréia Sadi. Essa fala ressalta uma crítica velada à burocracia e às disputas internas que muitas vezes engessam a administração de grandes clubes brasileiros, sugerindo que o controle total sobre a gestão — como ocorre em uma estrutura empresarial — seria seu objetivo em uma nova empreitada no esporte.

A trajetória de Leila no Palmeiras começou muito antes da presidência, iniciada oficialmente em dezembro de 2021. Desde 2015, suas empresas aportaram valores astronômicos no Departamento de Futebol do clube, permitindo uma reconstrução financeira e técnica que resultou em diversos títulos nacionais e continentais. Durante a entrevista, ela fez uma analogia esportiva para descrever seu faro para negócios e oportunidades: comparou a vida a um "grande meia" que faz assistências, enquanto ela se coloca no papel de uma "centroavante" que não desperdiça as chances recebidas. Para Leila, sua ascensão de patrocinadora a conselheira e, finalmente, presidente, não foi um plano arquitetado há décadas, mas sim o resultado de aproveitar as brechas do mercado com firmeza.

O mandato de Leila Pereira na presidência do Palmeiras está previsto para terminar em dezembro de 2027, caso ela vença a reeleição para o seu segundo período estatutário. Até lá, a dirigente deve continuar focada na manutenção da hegemonia competitiva do clube paulista, mas a indicação de que pode comprar um clube próprio acende alertas e especulações no mercado da bola. Caso decida seguir esse caminho, Leila se juntaria a um grupo seleto de investidores globais que possuem ativos esportivos, trazendo para esse novo projeto o "know-how" de quem já geriu uma das maiores folhas salariais e pressões de torcida organizada do país. Para o torcedor brasileiro, esse movimento sinaliza uma profissionalização cada vez mais irreversível do futebol nacional, onde os grandes capitais ditam as regras.

Além dos negócios, a entrevista também abordou aspectos pessoais da vida da mandatária, que se define como uma mulher impulsionada pelo apoio do marido, a quem classificou como um incentivador de sua autonomia. Leila também foi enfática ao declarar que nunca sentiu o desejo biológico ou social de ser mãe, priorizando sua carreira e seu protagonismo no mundo corporativo. Esses desdobramentos mostram que, independentemente de qual clube possa vir a adquirir após 2027, Leila Pereira pretende redefinir o papel das lideranças no futebol, misturando autoridade empresarial com uma visão pragmática sobre o futuro das instituições esportivas no Brasil. O mercado olhará com atenção para seus próximos passos, especialmente na identificação de qual clube poderia se tornar o alvo desse investimento futuro.

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