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Justiça mantém processo de afastamento contra Romeu Tuma Junior no Corinthians

Tribunal de Justiça reconsidera decisão e retoma processo que pode resultar na saída do presidente do Conselho Deliberativo do clube.

Redação 360 Notícia
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16 de julho de 2026 às 21:003 min
Justiça mantém processo de afastamento contra Romeu Tuma Junior no Corinthians
Foto: Reprodução
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O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter o processo que analisa o possível afastamento de Romeu Tuma Junior da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians.

O cenário político do Sport Club Corinthians Paulista sofreu uma nova reviravolta jurídica nesta semana. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reconsiderou uma decisão anterior e determinou a continuidade do processo que avalia o afastamento de Romeu Tuma Junior da presidência do Conselho Deliberativo do clube. A medida reacende o debate sobre a governança interna da instituição e coloca em xeque a estabilidade administrativa de um dos órgãos mais importantes do Alvinegro, em um momento em que a diretoria executiva também enfrenta pressões externas.

A controvérsia jurídica teve início após pedidos de conselheiros da oposição, que questionam a conduta de Tuma Junior frente ao colegiado. Inicialmente, havia ocorrido um entendimento de que a Justiça não deveria interferir em questões internas "interna corporis" de associações esportivas, o que havia suspendido temporariamente a tramitação do caso. No entanto, a nova movimentação do judiciário paulista sugere que existem elementos suficientes para que o mérito da questão seja analisado sob a ótica da legalidade e do cumprimento do estatuto social do clube, permitindo que a investigação sobre o possível afastamento siga o seu curso legal.

No centro da disputa estão alegações de irregularidades administrativas e possíveis conflitos de interesse que violariam as normas estatutárias do Corinthians. Os autores da ação argumentam que a permanência de Romeu Tuma Junior no cargo poderia comprometer a imparcialidade de decisões cruciais para o futuro financeiro e institucional do clube. Por outro lado, a defesa do presidente do Conselho sustenta que as acusações possuem motivação política e que todos os ritos internos foram seguidos rigorosamente. Com a retomada da discussão judicial, as partes deverão apresentar novas provas e depoimentos para fundamentar suas posições perante o magistrado responsável pelo caso.

A manutenção da discussão sobre o afastamento gera impactos diretos no dia a dia do Parque São Jorge. O Conselho Deliberativo é o órgão responsável por fiscalizar as contas da diretoria, aprovar orçamentos e decidir sobre parcerias estratégicas, como contratos de patrocínio e direitos de transmissão. A incerteza sobre quem comanda essa estrutura pode atrasar votações fundamentais e aprofundar a crise política que o clube atravessa desde o início do ano. Aliados do atual presidente do Conselho afirmam que a decisão de manter o processo aberto não configura uma condenação antecipada, mas reconhecem que o desgaste público é inevitável diante da exposição contínua do tema nos tribunais.

Para o Corinthians, os próximos passos envolvem o cumprimento dos prazos estabelecidos pelo tribunal para a manifestação das defesas. Caso o processo avance para uma liminar de afastamento, o clube precisará organizar uma linha de sucessão temporária conforme previsto no estatuto, o que poderia levar a uma nova eleição interna ou ao assumir do vice-presidente do Conselho. Especialistas em direito esportivo apontam que este caso pode servir de precedente para outras agremiações brasileiras que enfrentam litígios entre seus conselheiros e dirigentes. Até que haja um desfecho definitivo, o clima de tensão deve permear as reuniões no clube, refletindo a divisão interna entre os grupos políticos que buscam o controle do Timão.

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