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Real Madrid aciona UEFA e exige reabertura de investigação no Caso Negreira

Clube merengue pressiona entidade europeia alegando novas provas de irregularidades em pagamentos feitos pelo Barcelona ao ex-chefe de arbitragem.

Redação 360 Notícia
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16 de julho de 2026 às 11:003 min
Real Madrid aciona UEFA e exige reabertura de investigação no Caso Negreira
Foto: Reprodução
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O Real Madrid solicitou à UEFA a reabertura do processo contra o Barcelona no 'Caso Negreira', apresentando novas evidências e elevando a tensão institucional entre os rivais.

O Real Madrid formalizou uma ação direta junto à UEFA para intensificar a pressão sobre o Barcelona no âmbito das investigações conhecidas como "Caso Negreira". Em um novo desdobramento da crise que abalou as estruturas do futebol espanhol no último ano, o clube merengue enviou um ofício à entidade máxima do futebol europeu solicitando que o processo disciplinar seja reaberto e analisado sob a luz de novos elementos. A iniciativa reforça a postura combativa adotada pela diretoria madrilenha, que se colocou como parte interessada desde que as primeiras denúncias de corrupção sistêmica na arbitragem vieram a público.

O contexto do litígio remonta às investigações do Ministério Público da Espanha, que apontaram pagamentos milionários realizados pelo Barcelona à empresa DASNIL 95, de propriedade de José María Enríquez Negreira, então vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros (CTA). Segundo as apurações iniciais, o montante total ultrapassaria a marca de 7 milhões de euros, distribuídos ao longo de quase duas décadas. Enquanto o clube catalão defende que os valores se referiam a relatórios técnicos sobre arbitragem e perfis de jogadores, o Real Madrid e outras entidades desportivas sustentam que os repasses configuram uma tentativa clara de influenciar o resultado de competições oficiais.

No documento enviado à sede da UEFA, em Nyon, o Real Madrid alega ter tido acesso a evidências adicionais que corroborariam a tese de gestão temerária e influência indevida. O clube sustenta que a integridade da Champions League e da própria marca do futebol europeu está em risco enquanto as suspeitas não forem dissipadas por uma investigação independente e rigorosa. A petição ocorre em um momento estratégico, buscando acelerar as sanções desportivas que podem incluir, em última instância, a exclusão do Barcelona de torneios continentais por um período determinado, algo previsto no estatuto da UEFA para casos comprovados de interferência em resultados.

As implicações desse movimento são profundas para a relação institucional entre os dois gigantes do futebol mundial. Historicamente rivais no campo, Real e Barça mantinham uma aliança tática em bastidores, especialmente no projeto da Superliga Europeia. Contudo, o "Caso Negreira" rompeu essa cordialidade. O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, tem sido pressionado pelos sócios do clube a adotar uma linha intransigente contra a corrupção, ao passo que Joan Laporta, mandatário do Barcelona, acusa o rival de promover uma campanha de difamação para desestabilizar os sucessos esportivos blaugranas. A guerra jurídica agora transcende as fronteiras da Espanha, ganhando contornos transnacionais com a tentativa de envolver os órgãos de justiça da rede europeia.

Para os próximos passos, aguarda-se o posicionamento oficial do Comitê de Ética e Disciplina da UEFA. A entidade já havia iniciado uma investigação preliminar anteriormente, mas não aplicou sanções imediatas, aguardando o transcorrer do processo penal na justiça comum espanhola. Com o ofício do Real Madrid, o órgão regulador poderá optar por acelerar o rito processual ou solicitar formalmente que as autoridades espanholas compartilhem os novos dados mencionados pelo clube madrilenho. O desfecho dessa queda de braço pode redefinir os parâmetros de transparência no esporte europeu e terá consequências financeiras e de prestígio incalculáveis para o clube que sair derrotado da disputa.

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