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Justiça é acionada pelo MPMG para endurecer punições contra Governador Valadares por lixão irregular

Ministério Público solicita aumento de multa e responsabilização direta do prefeito após vistoria detectar irregularidades graves em área de transbordo.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 08:002 min
Justiça é acionada pelo MPMG para endurecer punições contra Governador Valadares por lixão irregular
Foto: Reprodução
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O Ministério Público de Minas Gerais pede aumento de multa e responsabilização pessoal do prefeito de Governador Valadares devido ao acúmulo irregular de resíduos no bairro Turmalina.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) intensificou as ações jurídicas contra a administração municipal de Governador Valadares, no Leste do estado, devido ao agravamento da situação em uma área de transbordo de resíduos sólidos. O que deveria ser um ponto de passagem temporário para o lixo urbano, localizado no bairro Turmalina, transformou-se em um depósito irregular a céu aberto. Após vistorias técnicas que comprovaram a precariedade do local, o órgão ministerial solicitou à Justiça a aplicação de penalidades mais severas contra a prefeitura e a responsabilização direta do chefe do Executivo municipal.

A crise no gerenciamento de resíduos na cidade teria se aprofundado nos últimos seis meses, período em que o acúmulo de detritos tornou-se visível e insuportável para a vizinhança. De acordo com o MPMG, o problema escalou após o encerramento ou interrupção do contrato com a empresa que realizava o transporte dos resíduos do ponto de transbordo para o aterro sanitário licenciado. Sem a logística de escoamento adequada, as toneladas de lixo doméstico e comercial passaram a se amontoar diretamente sobre o solo, sem qualquer tipo de impermeabilização ou controle de chorume, gerando riscos iminentes de contaminação do lençol freático e do solo da região.

Durante a fiscalização realizada em meados de agosto, os técnicos do Ministério Público identificaram não apenas o dano ambiental, mas também falhas críticas na segurança e saúde pública. A área não possui cercamento adequado, o que facilita o acesso de animais e pessoas, além de favorecer a proliferação de vetores de doenças, como o mosquito Aedes aegypti e roedores. Diante da persistência do descumprimento de ordens anteriores, o MPMG peticionou o aumento da multa diária, sugerindo que o valor passe de R$ 1 mil para R$ 5 mil, como forma de forçar a municipalidade a adotar providências imediatas.

Um dos pontos de maior destaque no novo pedido ministerial é a solicitação para que a multa seja estendida pessoalmente ao prefeito de Governador Valadares. A estratégia busca dar celeridade à resolução do impasse, retirando o peso financeiro exclusivamente dos cofres públicos e imputando responsabilidade administrativa ao gestor. O órgão exige que a prefeitura apresente, em um prazo máximo de cinco dias úteis, um plano de ação concreto e detalhado para a regularização da destinação do lixo, incluindo a limpeza total da área do bairro Turmalina e o restabelecimento do serviço de transporte para aterros devidamente licenciados pelos órgãos ambientais.

As implicações para o município são severas, visto que a manutenção de lixões a céu aberto é proibida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e configura crime ambiental. Caso a prefeitura não consiga demonstrar a retomada dos serviços e a remediação do local, novos processos cíveis e criminais podem ser instaurados contra os responsáveis. A expectativa agora recai sobre a decisão da Justiça mineira, que deve avaliar os pedidos de urgência do Ministério Público nos próximos dias, enquanto a população do bairro Turmalina segue aguardando uma solução para os problemas de mau cheiro e risco sanitário que afetam a comunidade local.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 27 de agosto de 2026 às 08:00

Atualizado: 27 de agosto de 2026 às 08:00

Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis

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