Eu desejo o bem, sabe? Aquilo que é bom, um sorriso que não se arranca, mas é aquele espontâneo, livre.
Quero aquele olhar que brilha toda vez que enxerga a inocência se sendo olhado com o coração de felicidade, da doce ingenuidade, do que é divino, lindo, suave, honesto e puro como assim Ele o é.


Antonio Marcos de Souza
Há dias em que o coração pede pausa — não dessas que se medem em minutos, mas daquelas que se sentem na alma. Pausa para respirar o que é leve, para lembrar o que é simples, para reencontrar o que é verdadeiro. Porque o bem, esse que a gente deseja e cultiva, não se faz de grandes gestos nem de palavras ensaiadas. Ele nasce no olhar que acolhe, no toque que conforta, no silêncio que entende.
Eu desejo o bem que se espalha sem alarde, aquele que não precisa de palco nem de aplausos. O bem que se revela no sorriso de quem ainda acredita, mesmo depois de tantas quedas. O bem que se faz presente quando alguém segura tua mão e diz, sem dizer, “eu estou aqui”. É esse bem que transforma o dia comum em lembrança bonita, que faz o tempo parecer mais generoso, que devolve à vida o sabor da esperança.
Há uma saudade que mora em cada gesto puro — saudade de quando o mundo parecia mais simples, de quando o abraço era abrigo e o olhar era ponte. Saudade de quando a inocência não era fraqueza, mas força. De quando a bondade não era exceção, mas regra. E talvez seja por isso que o coração insiste em buscar o que é genuíno, o que não se corrompe, o que permanece mesmo quando tudo muda.
O bem que eu quero é aquele que se reconhece no outro, que não julga, que não mede. É o bem que se faz presente no olhar de quem entende sem precisar explicar. Que se manifesta na leveza de um “bom dia” sincero, na gentileza de um “como você está?” que realmente quer saber. É o bem que se multiplica quando alguém escolhe não revidar, quando prefere o diálogo à indiferença, quando decide ser ponte em vez de muro.
E nesse desejo, há também um toque de nostalgia — porque o tempo ensina, mas também leva. Leva pessoas, momentos, risadas. Leva o perfume das manhãs que pareciam eternas. Mas o que fica é o que foi vivido com verdade. O que permanece é o que foi sentido com o coração aberto.
Eu quero o bem que se eterniza nas memórias, aquele que não se apaga com o tempo. O bem que se faz presente nas histórias contadas ao entardecer, nas lembranças que aquecem quando o dia esfria. O bem que se traduz em serenidade, em fé, em gratidão.
E se há algo que aprendi, é que o bem não é utopia — é escolha. Escolha diária, silenciosa, às vezes difícil, mas sempre transformadora. É o gesto que muda o rumo de um dia, o olhar que acalma, a palavra que cura. É o que nos torna humanos, o que nos aproxima do divino.
Porque no fim, o bem é isso: um reflexo daquilo que há de mais puro em nós. É o sorriso que nasce sem motivo, o abraço que não pede nada em troca, o olhar que reconhece a beleza da alma alheia. É o que nos lembra que, apesar de tudo, ainda vale a pena acreditar.
E eu acredito — acredito no bem que se renova, no amor que se refaz, na esperança que insiste. Acredito na luz que habita cada gesto sincero, na paz que se constrói com ternura, na pureza que resiste ao tempo. Acredito no bem que é divino, lindo, suave, honesto e puro, como assim Ele o é.
Antonio Marcos de Souza
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O tempo só refaz, não desfaz.

Não importa o que você disser. Eu fico com o que você fez.
O erro de muitos é mostrar todas as cartas para pessoas que ainda nem decidiram se estão jogando do seu lado.

É preciso aprender a se levantar da mesa quando o amor não está sendo mais servido.

Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 27 de agosto de 2026 às 14:05
Atualizado: 27 de agosto de 2026 às 09:49
Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis
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