Justiça cumpre mandado de prisão contra suspeito de triplo homicídio no Maranhão
Suspeito de 23 anos foi detido em São Luís; crime vitimou três vendedores ambulantes do Rio Grande do Norte em abril.

A Polícia Militar prendeu em São Luís um jovem de 23 anos suspeito de envolvimento no sequestro e assassinato de três crediaristas em Santa Inês. O crime ocorreu em abril e envolveu tortura e extorsão via Pix.
As autoridades policiais do Maranhão efetuaram a prisão de Felipe Gabriel Gomes da Silva, de 23 anos, apontado como um dos executores de um crime que chocou o interior do estado. A captura ocorreu nesta segunda-feira (18), na capital São Luís, após policiais militares receberem informações precisas sobre o paradeiro do suspeito. Contra ele, já havia uma ordem de prisão em aberto expedida pela Comarca de Santa Inês, relacionada ao triplo homicídio ocorrido no mês de abril.
As investigações apontam que as vítimas eram três vendedores ambulantes vindos do Rio Grande do Norte, que atuavam na região como crediaristas. O caso teve início em Lago da Pedra, onde os criminosos invadiram uma residência, renderam nove pessoas — incluindo crianças — e realizaram uma série de agressões. Sob ameaças, o grupo exigiu transferências bancárias que somaram cerca de R$ 24 mil, além de roubarem eletroeletrônicos e desativarem o sistema de monitoramento do local para dificultar a identificação.
De acordo com os relatos colhidos pela polícia, o sequestro dos três homens foi coordenado remotamente por vídeo, com ordens expressas para que as execuções não ocorressem dentro da moradia. Os corpos de Francisco Edmar Gino da Silva, Roberto Moreira de Aquino e Bruno Pinheiro Alves foram posteriormente localizados em uma área rural de Santa Inês, apresentando marcas de disparos de arma de fogo. O veículo de uma das vítimas foi abandonado na mesma cena do crime.
Após o cumprimento do mandado judicial, o detido foi encaminhado ao sistema prisional maranhense, onde aguardará o desenrolar das etapas processuais. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Inês segue à frente do inquérito para identificar e localizar outros possíveis envolvidos na ação criminosa que vitimou os trabalhadores potiguares.




