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Justiça condena homem por feminicídio e ocultação de corpo em cacimba no Cariri

Pena aplicada a Leonardo Soares da Silva ultrapassa 29 anos de reclusão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 00:002 min
Justiça condena homem por feminicídio e ocultação de corpo em cacimba no Cariri
Foto: Reprodução
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Justiça do Ceará condena réu confesso a quase 30 anos de prisão por matar a namorada a facadas e ocultar o corpo no Crato. Magistrado destacou comportamento possessivo do agressor.

O Poder Judiciário do Ceará sentenciou Leonardo Soares da Silva a quase 30 anos de reclusão pelo assassinato de Laisa Soares Alves, de 21 anos, ocorrido em dezembro de 2022 no município do Crato. Durante o julgamento realizado nesta segunda-feira (18), o réu admitiu ser o autor do crime de feminicídio e da ocultação do cadáver da jovem. A decisão estabeleceu uma pena total de 29 anos e oito meses de prisão, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O caso causou grande comoção na região do Cariri devido à brutalidade e aos laços familiares entre o agressor e a vítima, que eram primos e namorados. Laisa foi morta com golpes de faca no pescoço após participar de uma festa com o suspeito. O corpo foi localizado dias depois, enterrado em uma cacimba que não estava mais em uso. Durante as buscas, a família chegou a confrontar Leonardo, que apresentava marcas de luta física no corpo, mas ele fugiu pouco antes de ser detido pelas autoridades.

A sentença proferida pelo juiz Josué de Sousa Lima Júnior destacou o perfil controlador e a frieza do condenado. Conforme relatado no processo, Leonardo monitorava os passos da namorada de forma obsessiva, chegando a acompanhá-la em seu local de trabalho para vigiá-la. O magistrado pontuou que o réu tentou enganar os parentes da jovem durante o desaparecimento e chegou a guardar as sandálias de Laisa como uma recordação do crime.

Os jurados acataram as qualificadoras apresentadas pela acusação, incluindo motivo torpe, emprego de meio cruel, dissimulação e a condição de feminicídio. A defesa tentou, sem sucesso, retirar alguns desses agravantes. Para a justiça, a gravidade da conduta foi ampliada pelo fato de o assassino ter se aproveitado da relação de confiança e proximidade familiar para cometer o homicídio e dificultar a localização do corpo, que só foi achado após intensas campanhas nas redes sociais conduzidas pelos familiares.

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