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Justiça britânica investiga nova denúncia de agressão sexual contra ex-príncipe Andrew

Irmão do rei Charles III enfrenta novos questionamentos sobre conduta em 2010 e suposto repasse de documentos confidenciais.

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Redação 360 Notícia
22 de maio de 2026 às 10:003 min
Justiça britânica investiga nova denúncia de agressão sexual contra ex-príncipe Andrew
Foto: Reprodução
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A polícia britânica analisa uma nova acusação de agressão sexual contra Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III. O ex-príncipe também é investigado por omissão em função pública e suposto repasse de documentos confidenciais a Jeffrey Epstein. Confira os detalhes.

A Polícia do Reino Unido confirmou, nesta sexta-feira (22), que está processando e analisando uma nova acusação de agressão sexual envolvendo Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III. O caso traz novamente à tona a rede de controvérsias que envolve o ex-monarca e suas antigas conexões com o financista norte-americano Jeffrey Epstein, falecido em 2019. De acordo com as autoridades da polícia de Thames Valley, a investigação foi impulsionada por novos dados e relatos que indicam crimes cometidos há mais de uma década, mantendo a pressão sobre a imagem da família real britânica, mesmo após o afastamento oficial de Andrew de suas funções públicas.

O foco central da nova diligência policial reside em um episódio ocorrido em 2010. Investigadores analisam informações de que uma mulher teria sido conduzida a uma residência na propriedade de Windsor com finalidades de exploração sexual. A polícia já estabeleceu um canal de comunicação direto com a representante legal da suposta vítima, garantindo que qualquer denúncia formal será tratada com o máximo rigor, sensibilidade e proteção à identidade da denunciante. Este desdobramento é fruto de uma investigação mais ampla que ganhou fôlego em fevereiro deste ano, quando Andrew chegou a ser detido e interrogado por diversas horas após a desclassificação de documentos judiciais nos Estados Unidos ligados ao caso Epstein.

Além da grave suspeita de violência sexual, o ex-príncipe enfrenta uma investigação paralela referente ao crime de "omissão no exercício de função pública". As autoridades britânicas suspeitam que, durante seu período como representante comercial do Reino Unido, entre os anos de 2001 e 2011, Andrew teria compartilhado documentos econômicos confidenciais com Jeffrey Epstein. Essa acusação é particularmente sensível, pois sugere que a proximidade com o criminoso sexual não se limitava apenas ao âmbito social, mas poderia ter envolvido o uso indevido de privilégios de Estado para favorecer interesses privados de terceiros, o que configura uma violação ética e jurídica severa na legislação britânica.

O histórico de Andrew é marcado por negações constantes de qualquer irregularidade. Anteriormente, ele foi alvo de um processo civil movido por Virginia Giuffre, que o acusou de abusos ocorridos quando ela era menor de idade. O caso foi encerrado após um acordo financeiro extrajudicial de valores milionários, o que não impediu o colapso de sua reputação. A nova fase de investigações ocorre em um momento delicado, especialmente após o trágico suicídio de Giuffre em abril de 2025, fato que reaqueceu o debate público sobre a responsabilização de figuras poderosas envolvidas em redes de exploração. A polícia reforçou o pedido de paciência à sociedade, alegando que a natureza dos crimes investigados é complexa e exige uma análise minuciosa de provas documentais e testemunhais.

Atualmente, Andrew vive uma espécie de exílio interno. Após ser destituído de seus títulos militares e do uso do tratamento de "Sua Alteza Real", ele foi forçado a deixar sua residência em Windsor, transferindo-se para Norfolk, no leste da Inglaterra. O desenrolar dessas novas verificações policiais pode determinar se o ex-príncipe enfrentará, pela primeira vez, uma acusação formal na esfera criminal. Para o leitor brasileiro, o caso ressoa como um exemplo da crescente cobrança por transparência e fim da impunidade, mesmo em instituições historicamente blindadas como a monarquia europeia. O avanço das investigações agora depende da consolidação de depoimentos e da perícia sobre os documentos econômicos mencionados, em um processo que promete novos capítulos nos tribunais e na opinião pública internacional.

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