Israel anuncia eliminação de líder militar do Hamas em operação na Faixa de Gaza
Ezedin Al Hadad, peça-chave no planejamento dos ataques de 2023, foi alvo de operação aérea em Gaza.

O governo de Israel confirmou a morte de Ezedin Al Hadad, principal comandante militar do Hamas em Gaza, em uma operação aérea de precisão. Al Hadad era apontado como um dos mentores dos ataques de outubro de 2023.
As autoridades israelenses confirmaram, neste sábado (16), a eliminação de Ezedin Al Hadad, apontado como o líder do braço armado do Hamas na Faixa de Gaza. A operação, descrita pelas forças de segurança e pela inteligência de Israel como um bombardeio de precisão, ocorreu na sexta-feira (15). Al Hadad era monitorado de perto por ser considerado um dos articuladores estratégicos das invasões de 7 de outubro de 2023, que resultaram em centenas de mortes e sequestros em solo israelense.
De acordo com o comunicado oficial, o comandante era um dos últimos nomes da alta cúpula militar do grupo que continuavam em atividade desde o início do conflito. Ele havia assumido a liderança em maio de 2025, logo após a morte de Mohammed Sinwar. O governo de Israel sustenta que o ataque foi necessário para impedir que o grupo terrorista reestruturasse sua força bélica dentro do enclave palestino, mesmo diante das críticas internacionais sobre a continuidade das ofensivas.
O cenário na Faixa de Gaza permanece de alta tensão. No mesmo dia da confirmação da morte, funerais foram realizados na região, atraindo uma grande quantidade de pessoas. Relatos locais indicam que outras vítimas, incluindo civis e crianças, foram sepultadas após os recentes ataques aéreos. Enquanto isso, o Ministério da Saúde de Gaza, gerido pelo Hamas, aponta um aumento drástico no número de óbitos desde o início do período de trégua, em outubro do ano passado.
Apesar da existência de um cessar-fogo formal, a estabilidade na região é inexistente. Ambos os lados trocam acusações recorrentes sobre o descumprimento dos termos do acordo. Para o governo israelense, as operações contra lideranças do Hamas são legítimas e visam a segurança nacional, enquanto o grupo militante denuncia o alto custo humanitário das investidas de Israel em áreas densamente povoadas, agravando a crise no território.






