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Instrutor de jiu-jítsu é investigado por assédio contra adolescente no DF

Investigação aponta que treinador de 44 anos não possui registro profissional; jovem conseguiu medida protetiva após episódios no Recanto das Emas.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 23:002 min
Instrutor de jiu-jítsu é investigado por assédio contra adolescente no DF
Foto: Reprodução
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Uma jovem de 17 anos denunciou seu instrutor de jiu-jítsu por assédio e violência psicológica no Recanto das Emas, DF. O suspeito, que não tem registro no conselho profissional, é alvo de investigação policial e medida protetiva.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma denúncia de assédio sexual e violência psicológica envolvendo um instrutor de jiu-jítsu de 44 anos, no Recanto das Emas. O caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, que namorava o filho do treinador, relatar episódios de importunação ocorridos durante o período em que viveu na residência do suspeito. A jovem afirma que se mudou para o local sob a promessa de suporte técnico e emocional por parte de Carlos Umbelino Coelho, que se apresentava como uma figura de acolhimento.

Segundo o depoimento da vítima, o comportamento do homem mudou drasticamente após a convivência diária. Ela relatou questionamentos invasivos sobre sua vida íntima, comentários inapropriados sobre seu corpo e tentativas de contato físico não autorizado. Em um dos episódios narrados, o treinador teria utilizado um golpe da arte marcial para imobilizá-la enquanto ela trajava um roupão, cessando a ação apenas com a chegada de uma terceira pessoa. A defesa do acusado limitou-se a informar que o caso corre sob sigilo jurídico.

A investigação está a cargo da 27ª Delegacia de Polícia, que apura os fatos com base na Lei Maria da Penha e crimes contra a dignidade sexual. Diante das evidências apresentadas à autoridade policial, a Justiça concedeu uma medida protetiva para a adolescente, que retornou à casa da mãe e abandonou a prática do esporte devido ao trauma. De acordo com o Conselho Regional de Educação Física (CREF), o investigado não possui registro profissional ativo, o que reforça o alerta sobre a verificação de credenciais em academias.

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