Guia completo de cultivo: saiba como profissionalizar a produção de morangos
Guia do Senar detalha técnicas desde o preparo do canteiro até o controle de pragas para garantir produtividade no campo.

O Senar disponibilizou um guia técnico completo para produtores que desejam investir no cultivo de morango. A publicação aborda desde a escolha de variedades e preparação de canteiros até o controle de pragas, visando aumentar a rentabilidade e sustentabilidade da cultura no campo.
O mercado de hortifrúti no Brasil tem demonstrado uma resiliência notável, e o cultivo de morango se destaca como uma das atividades mais rentáveis para pequenos e médios produtores rurais. Para fomentar essa produção e garantir a qualidade do fruto que chega às mesas dos consumidores, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) disponibilizou uma cartilha técnica detalhada. O material serve como um guia definitivo para quem deseja ingressar na atividade ou profissionalizar o manejo já existente, abordando desde a escolha das mudas até o controle fitossanitário rigoroso exigido por essa cultura delicada.
Historicamente, o Sul de Minas Gerais se consolidou como um dos maiores polos produtores de morango do país, aproveitando o clima de altitude e as temperaturas mais amenas para obter colheitas volumosas e frutos de alta doçura (grau Brix). No entanto, o sucesso dessa cultura não depende apenas da localização geográfica, mas de um planejamento técnico minucioso. A publicação do Senar enfatiza que a preparação do solo e a escolha do sistema de plantio são os pilares iniciais. Existem diferentes abordagens, como o plantio em solo, geralmente em canteiros elevados e cobertos por plástico (mulching), ou sistemas de cultivo protegido, como a hidroponia e os substratos em bancadas, que ganham espaço por facilitarem a ergonomia do trabalhador e reduzirem a incidência de patógenos.
De acordo com o manual técnico, a seleção das variedades é um passo crítico que deve levar em conta a adaptação ao clima local e a resistência a doenças. Variedades de "dia curto", que florescem sob condições de menos luminosidade, e de "dia neutro", que produzem de forma mais contínua ao longo do ano, são explicadas detalhadamente. Além disso, o guia traz orientações precisas sobre o espaçamento ideal entre as plantas, o que influencia diretamente na ventilação da lavoura e, consequentemente, na prevenção do aparecimento de fungos como o mofo cinzento, uma das maiores ameaças à produtividade do morangueiro em ambientes úmidos.
A irrigação e a nutrição das plantas também recebem atenção especial no conteúdo educativo. Por ser uma planta de sistema radicular superficial, o morangueiro exige uma oferta constante de água, preferencialmente via gotejamento, para evitar que as folhas e frutos fiquem molhados, o que atrairia pragas. O uso consciente de defensivos e a adoção de técnicas de manejo integrado de pragas (MIP) são desdobramentos importantes discutidos pelo Senar. Para o produtor brasileiro, seguir essas recomendações é vital para atender às exigências de segurança alimentar e resíduos químicos, permitindo o acesso a mercados mais exigentes e valorizados, como redes de supermercados premium e exportação.
O impacto dessa capacitação técnica vai além do ganho individual do agricultor. No cenário econômico atual, o fortalecimento da cadeia produtiva do morango gera empregos diretos e indiretos nas regiões produtoras, movimentando a economia local desde a venda de insumos até a logística de transporte. Com o apoio informativo de órgãos como o Senar, a tendência é que a produção brasileira se torne cada vez mais eficiente e sustentável. O acesso a essas informações é gratuito e visa democratizar o conhecimento técnico, garantindo que o agricultor tenha as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios de uma cultura que, apesar de desafiadora, oferece retornos financeiros significativos quando conduzida com excelência técnica.






