Economia

Greve no Banco do Brasil perde força após aceitação de nova proposta salarial pela categoria

Após assembleias em todo o país, maioria das bases sindicais aceita proposta de acordo coletivo e retoma atividades; algumas regiões ainda mantêm paralisação.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 18:002 min
Greve no Banco do Brasil perde força após aceitação de nova proposta salarial pela categoria
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Funcionários do Banco do Brasil aceitam proposta de acordo coletivo e encerram greve na maioria das regiões, embora 18 bases sindicais mantenham paralisação.

O cenário das paralisações no setor bancário brasileiro apresentou uma mudança significativa nesta sexta-feira (11), após a realização de assembleias decisivas em diversas regiões do país. Funcionários do Banco do Brasil decidiram, por maioria, aceitar a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela instituição financeira, o que sinaliza o encerramento da greve na maior parte do território nacional. A movimentação ocorre após dias de intensas negociações mediadas por entidades sindicais e representantes do banco, buscando um consenso sobre reajustes salariais e benefícios.

A aprovação do acordo coletivo representa um alívio para o atendimento bancário, que vinha sofrendo interrupções pontuais desde o início da semana. De acordo com o balanço divulgado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o apoio à proposta foi consolidado em praças estratégicas para a operação da estatal. Entre as localidades que registraram votação favorável ao fim do movimento estão grandes centros urbanos e capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife, além de regiões metropolitanas importantes como o ABC Paulista e Campinas, no interior de São Paulo.

Apesar do avanço nas negociações globais, a situação ainda não está totalmente pacificada em todo o Brasil. O levantamento das entidades laborais aponta que aproximadamente 18 bases sindicais optaram por rejeitar os termos oferecidos pelo Banco do Brasil, mantendo o estado de greve. Nesses locais, as atividades permanecem suspensas ou operando com contingenciamento, evidenciando uma fragmentação na percepção da categoria sobre a qualidade do acordo. Em estados como Sergipe, a greve havia ganhado força nos últimos dias, afetando não apenas o Banco do Brasil, mas também unidades da Caixa Econômica Federal, que segue em processo paralelo de discussão trabalhista.

Os termos da proposta aceita pela maioria incluem reajustes incidentes sobre os salários, verbas de caráter alimentar e auxílios diversos. A negociação deste ano foi marcada por uma resistência inicial dos bancários, que na quinta-feira (10) haviam intensificado a paralisação por tempo indeterminado em resposta a propostas anteriores consideradas insuficientes. O recuo da greve em polos de grande concentração de funcionários e clientes permite que a instituição financeira retome o fluxo normal de operações de crédito, compensações bancárias e atendimento presencial ao público, minimizando prejuízos operacionais.

Para os próximos dias, a expectativa é que as bases dissidentes realizem novas rodadas de diálogo ou avaliem a viabilidade de manter o movimento isoladamente, uma vez que o comando nacional da categoria tende a formalizar o acordo com o banco a partir do resultado majoritário. A Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e outras frentes sindicais continuam monitorando os desdobramentos nas regiões que ainda não retornaram ao trabalho, enquanto o Banco do Brasil deve iniciar a implementação dos novos valores e condições pactuadas na folha de pagamento e na rotina administrativa de seus colaboradores nas unidades onde a proposta foi ratificada.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 11 de setembro de 2026 às 18:00

Atualizado: 11 de setembro de 2026 às 18:00

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