Greve de professores na Bolívia interrompe tráfego na fronteira com o Acre
Manifestantes em Cobija pedem reajuste salarial e mudanças na gestão da educação; bloqueio afeta trânsito e rotina de estudantes brasileiros.

Docentes da Bolívia interditam ponte na fronteira com o Acre por tempo indeterminado. Reivindicações incluem reajuste salarial e novo modelo de financiamento para a educação.
Uma mobilização de professores bolivianos interrompeu o tráfego na fronteira com o Acre nesta terça-feira (12). O protesto se concentra na ponte que une o território brasileiro à cidade de Cobija, afetando diretamente a ligação rodoviária entre os dois países. Além do reajuste salarial imediato, a categoria reivindica mudanças estruturais no financiamento do sistema educacional público e a atualização dos vencimentos dos profissionais do departamento de Pando.
O movimento, que ganha força em diversas regiões da Bolívia, exige por parte do governo central a anulação de propostas orçamentárias consideradas desfavoráveis e a saída da atual ministra da Educação. Representantes sindicais afirmam que a interdição das vias não tem data para terminar, condicionando a desocupação das pistas a uma negociação oficial que atenda às pautas apresentadas pelos docentes.
A interrupção do fluxo afeta gravemente o cotidiano de brasileiros que residem ou estudam em solo boliviano. Sem poder atravessar com veículos próprios, muitos estudantes universitários precisam completar o trajeto a pé ou recorrer a transportes alternativos, gerando preocupação com a segurança e com a pontualidade nas atividades acadêmicas. O Ministério da Educação da Bolívia ainda não se manifestou formalmente sobre as demandas do grupo.






