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Governo investe R$ 11 bilhões em novo plano nacional de combate ao crime organizado

Pacote prevê R$ 1 bilhão em aportes e linha de crédito bilionária para estados; Lula planeja criar pasta exclusiva para o setor.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 04:002 min
Governo investe R$ 11 bilhões em novo plano nacional de combate ao crime organizado
Foto: Reprodução
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O Governo Federal anunciou o programa 'Brasil Contra o Crime Organizado', prevendo investimentos de R$ 1 bilhão e créditos para estados. O plano inclui a criação de um ministério específico.

O Governo Federal oficializou nesta terça-feira (12) o lançamento do programa "Brasil Contra o Crime Organizado", uma iniciativa estratégica que mobiliza um montante de R$ 1,06 bilhão em investimentos diretos. Além do aporte imediato, a proposta disponibiliza uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões, destinada a permitir que estados e municípios modernizem suas frotas e adquiram tecnologias de monitoramento e defesa. A medida surge em um cenário onde a segurança pública é apontada pela população como um dos principais gargalos do país.

Durante o evento de apresentação do pacote, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a intenção de fortalecer a estrutura federal dedicada ao tema. O plano do Executivo inclui a articulação para a aprovação da PEC da Segurança Pública ainda no atual mandato. Caso a emenda seja ratificada, o governo pretende separar as pastas atuais para criar um ministério exclusivo focado no gerenciamento das políticas de combate à criminalidade e articulação entre as polícias.

Especialistas da área, no entanto, ponderam sobre a eficácia prática das novas diretrizes. O coronel da reserva José Vicente Silva Filho, ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, destaca que, embora o fomento financeiro seja necessário, a politização excessiva do debate pode prejudicar os resultados. Segundo o oficial, o sucesso do enfrentamento às organizações criminosas depende menos de discursos ideológicos e mais de uma integração técnica eficiente entre as inteligências federais e as operações estaduais.

O contexto político também impõe desafios à implementação do programa. Enquanto aliados do governo defendem que a demora no lançamento das medidas foi causada por resistências de gestores estaduais da oposição, o foco central agora se volta para estrangular o fluxo financeiro das facções. O foco em asfixiar o caixa do crime organizado e reforçar o sistema carcerário é visto como a prioridade imediata para frear o avanço das milícias e narcotraficantes em território nacional.

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